sexta-feira, 26 de junho de 2009

Defesa: Militares recusam almoçar nas messes

In "Correio da Manhã":

Levantamento de rancho em protesto

Milhares de militares recusaram ontem almoçar nas messes em protesto contra aquilo consideram ser a “degradação” da carreira militar e prometeram endurecer as acções. Em causa está a passagem à reversa compulsiva de dezenas de sargentos, as “distorções” no sistema retributivo, a ausência de enquadramento legal das missões no estrangeiro e o novo Regulamento de Disciplina Militar (RDM).

Numa iniciativa promovida pela Associação Nacional de Sargentos (ANS), intitulada ‘Operação Carcaça’, milhares de militares por todo o País, segundo avançou a associação, almoçaram ontem fora das messes para uma “jornada de luta e reflexão”. “É vergonhoso o que está a acontecer [nas Forças Armadas].

Militares arriscaram a sua vida em missões no estrangeiro sem enquadramento legal, dezenas estão a ser empurrados para a reserva compulsiva, temos militares mais jovens a ganhar mais do que os militares antigos. Isto é vergonhoso”, afirmou ao CM, António Lima Coelho, presidente da ANS.

Contactado pelo CM, o Ministério da Defesa recusou comentar o protesto, enquanto os Ramos afirmaram que o mesmo “não teve expressão nenhuma”.

O novo Regulamento de Disciplina Militar é outra das preocupações: “Querem calar as vozes incómodas. Só isso explica as penas aplicadas aos militares na reserva e na reforma”, afirmou Lima Coelho, que voltou a apelar ao Presidente para não promulgar o diploma.

O dirigente associativo criticou ainda o Governo por não ouvir as associações militares em assuntos tão importantes como as carreiras militares e o sistema retributivo. “Os diplomas estão a ser feitos no segredo dos gabinetes, ao arrepio das associações sócio-profissionais.

Apenas exigimos que se respeite as leis”. E deixou um aviso: “Este foi o sentir do pulsar da nossa massa associativa. Se o Governo mantiver este caminho, vamos endurecer as acções de protesto.” Na próxima semana, vão decorrer várias reuniões entre as associações militares para analisar a situação e agendar novos protestos.

SUBDIRECTOR DO IDN DEMITE-SE

O subdirector do Instituto de Defesa Nacional (IDN), major-general Martins Branco, apresentou a demissão, alegando motivos pessoais. Mas segundo apurou o CM, estão em causa “incompatibilidades” com o director do IDN, António Telo. Contactado pelo CM, o subdirector afirmou: “Não me pronuncio sobre o assunto.” Já o Ministério de Severiano Teixeira recusou comentar. Ao regressar ao Exército, o major-general ficará na bolsa de supranumerários.

Ver:  

PUBLICO.PT - Militares da Força Aérea faltam às refeições em sinal de protesto:

Militares do Centro Operacional da Força Aérea de Monsanto e da Base Aérea 1 de Sintra faltaram às refeições anteontem e hoje, respectivamente, "em solidariedade com camaradas alvo de processos disciplinares", segundo a Associação Nacional de Sargentos.


De acordo com o vice-presidente da Associação Nacional de Sargentos, David Pereira, o protesto ocorrido anteontem no Centro Operacional da Força Aérea de Monsanto teve uma adesão de 95 por cento.


"Segundo as informações que nos chegam das unidades, são acções que, de forma espontânea, surgem em solidariedade com os camaradas alvo de processos disciplinares", afirmou David Pereira.


Os levantamentos de rancho ocorridos na terça-feira e hoje terão sido suscitados pela "indignação" face a novos desenvolvimentos relacionados com os processos disciplinares a que foram sujeitos militares da Força Aérea que participaram o ano passado no denominado "passeio do descontentamento".


Também de acordo com David Pereira, alguns militares com possibilidades de promoção poderão ficar prejudicados na carreira por terem sofrido sanções ainda que o tribunal tenha decretado a suspensão da eficácia dessas medidas disciplinares.


O vice-presidente da Associação Nacional de Sargentos referiu que um dos dez militares cujas penas foram suspensas pelo tribunal de Sintra viu o seu processo com vista à promoção ser submetido ao conselho superior de disciplina.


"Se a eficácia da pena foi suspensa, não devia ser considerada para nenhum efeito", disse David Pereira, referindo ainda que a decisão do comando da Força Aérea "está a causar indignação".

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"São acções que, de forma espontânea, surgem em solidariedade com os camaradas alvo de processos disciplinares", diz David Pereira

domingo, 21 de junho de 2009

28 economistas querem reavaliação do TGV, auto-estradas e aeroporto de Lisboa

In "PUBLICO.PT":

 Estes economistas pedem que se aproveite o “interregno político” que se anuncia nos próximos meses (por causa das eleições legislativas), para que seja dado início a um trabalho de reavaliação dos investimentos públicos anunciados, recorrendo ao apoio consultivo de economistas, gestores e engenheiros, portugueses e estrangeiros, que possam elencar uma nova grelha de prioridades para a próxima década. Estes economistas consideram “duvidoso” que os grandes projectos de investimento público possam ser considerados urgentes, e relembram que a realização destes investimentos em antecipação temporal à procura que os justifica trará uma inevitável destruição de valor económico.

A chegada dos salvadores:

Estamos todos felizes. Portugal finalmente tem uns salvadores.

Como noutros locais democráticos, temos agora direito ao grupo dos sábios. Juntaram-se 28 POBRES homens, que se despiram de todo o luxo e querem ser líderes espirituais do povo.

 “Pois eu estou contra o ordenado destes 28 senhores, que, a julgar pelos resultados, serviram melhor a si próprios do que ao país, e que de uma forma ou de outra acabo por pagar. Isso sim um verdadeiro custo faraónico e perfeitamente inútil!”

Sim, porque toda esta gente é santa. São uns pobres e desempregados, que todos os dias se juntam na fila do Centro de Emprego. Todos estes nobres senhores sofrem para comprar pão e dar a sopa aos filhos.

 

Não demorem muito a reflectir, tá?

 

É Política Pura, mais nada:

Os autores dizem falar como economistas. O que querem dizer com isso? A sua opinião política vale mais por isso? A sua opinião não é opinião, mas antes conclusão científica irrefutável? Nem científica, nem irrefutável! É política pura, tão boa ou tão má como qualquer política.

Afinal a Economia é assim: sempre política.

Actualização em 27-06-2009:

52 CONTRA 28: Combate entre economistas pelas grandes obras:

O economista José Reis divulga hoje o seu manifesto a favor do investimento

A favor do investimento público e contra as verdades absolutas dos economistas. José Reis, professor de Economia na Universidade de Coimbra e ex-secretário de Estado de Guterres na pasta do Ensino Superior, divulga hoje o seu manifesto a favor do investimento público como instrumento de política social de criação de emprego. Tal como i noticiou esta semana, esta é a primeira resposta ao manifesto avançado no passado sábado por 28 economistas e gestores, que pediram ao governo socialista que pare e repense os grandes projectos de obras públicas.
O documento proposto por este economista de Coimbra - "O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia" - reúne 52 assinaturas de pessoas maioritariamente ligadas à economia, mas onde também aparecem sociólogos, psicólogos e engenheiros agrónomos. "Afastamos completamente a ideia de que os economistas são agora os juízes da pátria, que há um saber económico que se sobrepõe às decisões colectivas", explica ao i José Reis, em resposta ao manifesto dos 28, onde entram nomes como Eduardo Catroga, Miguel Cadilhe ou Silva Lopes.
André Freire, politólogo, professor do ISCTE e um dos subscritores do documento, acrescenta que "a economia não pode ser uma matéria reservada aos economistas". "Sou um defensor da chamada economia social, que é muito, muito importante neste cenário de crise que o país está a viver", afirma.
A irritação que o manifesto dos 28 causou em muitos economistas portugueses deve-se ao tom de certeza absoluta com que os seus princípios contra os investimentos públicos foram enunciados, explica José Reis. Ao i, os promotores de um segundo contramanifesto que está a ser preparado a favor das obras públicas - Luís Nazaré, António Mendonça e Brandão de Brito, todos do ISEG, em Lisboa - já tinham exposto a mesma linha de raciocínio: a economia não se derrama para calar políticas públicas, não há conhecimento económico imperativo.
À parte o estilo, a divergência de fundo deste manifesto de José Reis face ao dos 28 é clara: em fase de recessão, o problema central da economia portuguesa é o desemprego e não o endividamento externo e público. Reis calcula que a taxa de desemprego em dois dígitos (12% em 2010, prevê a OCDE) custa 21 mil milhões de euros por ano ao país, em capacidade de produção desperdiçada, mais despesa em protecção social. Perante isto - e com a queda livre das exportações e do consumo e investimento privados -, a saída é clara, argumenta este manifesto.
"Julgamos que não é possível neste momento enfrentar os problemas da economia portuguesa sem dar prioridade à resposta às dinâmicas recessivas de destruição de emprego. Esta intervenção, que passa pelo investimento público económica e socialmente útil, tem de se inscrever num movimento mais vasto de mudança das estruturas económicas que geraram a actual crise", aponta o documento.
O debate sobre as grandes obras públicas na área dos transportes - TGV, aeroporto e auto-estradas - tem dominado o debate político entre o governo de José Sócrates e o PSD de Manuela Ferreira Leite, com o manifesto dos 28 a dar força à posição laranja, falando da rentabilidade e "timing" duvidosos destes projectos. Este novo manifesto não se pronuncia directamente sobre obras específicas - para José Reis, um dos seus objectivos do manifesto que promove é repor na agenda política e pública a importância do investimento público, "que tem sido retratado como sendo nocivo e comportando um fardo para a sociedade". A maioria dos subscritores é a favor dos projectos em si, embora discorde de aspectos como o traçado do TGV ou a localização do aeroporto em Alcochete. Já o documento de Luís Nazaré - que surgirá na próxima semana - deverá incidir mais sobre os projectos e menos sobre a questão social, apurou o i.
Contra a necessidade de fazer mais estudos sobre a rentabilidade dos grandos grandes projectos, José Reis discorda - os estudos existem, há é que manter a decisão política. "Por outro lado não quero que um governo decida com base exclusiva em estudos de custo benefício, mas também em nome de outros valores, incomensuráveis [como o bem-estar social]", defende.
A escalada na guerra de argumentos entre economistas e académicos - uns mais liberais (os 28, embora a homogeneidade não impere), outros mais keynesianos - à volta das grandes obras públicas surge depois do governo ter recuado na primeira decisão que seria vinculativa para a construção da rede de alta velocidade. A primeira ordem, após a derrota nas eleições Europeias, era para manter as políticas e os processos de adjudicação em curso, apesar da exigência do PSD. Dias depois, o governo moderou o discurso e acabou por anunciar o adiamento da decisão no concurso que ia adjudicar em Julho o primeiro troço da rede de alta velocidade (TGV), entre Caia e Poceirão, da linha Lisboa/Madrid.

Grupo de académicos defende viragem à esquerda na política económica:

Depois de, a semana passada, um grupo de 28 economistas terem defendido que se parasse para pensar nalguns grandes projectos de obras públicas, agora é a vez de cerca de 60 académicos proporem políticas económicas à esquerda das seguidas nos últimos anos. Um ex-secretário de Estado num governo do PS, José Reis, e o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, contam-se entre os subscritores

É o seguinte o texto integral do documento que recolheu seis dezenas de assinaturas de académicos de várias formações:


"O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia"


Estamos a atravessar uma das mais severas crises económicas globais de sempre. Na sua origem está uma combinação letal de desigualdades, de especulação financeira, de mercados mal regulados e de escassa capacidade política. A contracção da procura é agora geral e o que parece racional para cada agente económico privado – como seja adiar investimentos porque o futuro é incerto, ou dificultar o acesso ao crédito, porque a confiança escasseia – tende a gerar um resultado global desastroso.


É por isso imprescindível definir claramente as prioridades. Em Portugal, como aliás por toda a Europa e por todo o mundo, o combate ao desemprego tem de ser o objectivo central da política económica. Uma taxa de desemprego de 10% é o sinal de uma economia falhada, que custa a Portugal cerca de 21 mil milhões de euros por ano – a capacidade de produção que é desperdiçada, mais a despesa em custos de protecção social. Em cada ano, perde-se assim mais do que o total das despesas previstas para todas as grandes obras públicas nos próximos quinze anos. O desemprego é o problema. Esquecer esta dimensão é obscurecer o essencial e subestimar gravemente os riscos de uma crise social dramática.


A crise global exige responsabilidade a todos os que intervêm na esfera pública. Assim, respondemos a esta ameaça de deflação e de depressão propondo um vigoroso estímulo contracíclico, coordenado à escala europeia e global, que só pode partir dos poderes públicos. Recusamos qualquer política de facilidade ou qualquer repetição dos erros anteriores. É necessária uma nova política económica e financeira.


Nesse sentido, para além da intervenção reguladora no sistema financeiro, a estratégia pública mais eficaz assenta numa política orçamental que assuma o papel positivo da despesa e sobretudo do investimento, única forma de garantir que a procura é dinamizada e que os impactos sociais desfavoráveis da crise são minimizados. Os recursos públicos devem ser prioritariamente canalizados para projectos com impactos favoráveis no emprego, no ambiente e no reforço da coesão territorial e social: reabilitação do parque habitacional, expansão da utilização de energias renováveis, modernização da rede eléctrica, projectos de investimento em infra-estruturas de transporte úteis, com destaque para a rede ferroviária, investimentos na protecção social que combatam a pobreza e que promovam a melhoria dos serviços públicos essenciais como saúde, justiça e educação.


Desta forma, os recursos públicos servirão não só para contrariar a quebra conjuntural da procura privada, mas também abrirão um caminho para o futuro: melhores infra-estruturas e capacidades humanas, um território mais coeso e competitivo, capaz de suportar iniciativas inovadoras na área da produção de bens transaccionáveis.


Dizemo-lo com clareza porque sabemos que as dúvidas, pertinentes ou não, acerca de alguns grandes projectos podem ser instrumentalizadas para defender que o investimento público nunca é mais do que um fardo incomportável que irá recair sobre as gerações vindouras. Trata-se naturalmente de uma opinião contestável e que reflecte uma escolha político-ideológica que ganharia em ser assumida como tal, em vez de se apresentar como uma sobranceira visão definitiva, destinada a impor à sociedade uma noção unilateral e pretensamente científica.

Ao contrário dos que pretendem limitar as opções, e em nome do direito ao debate e à expressão do contraditório, parece-nos claro que as economias não podem sair espontaneamente da crise sem causar devastação económica e sofrimento social evitáveis e um lastro negativo de destruição das capacidades humanas, por via do desemprego e da fragmentação social. Consideramos que é precisamente em nome das gerações vindouras que temos de exigir um esforço internacional para sair da crise e desenvolver uma política de pleno emprego. Uma economia e uma sociedade estagnadas não serão, certamente, fonte de oportunidades futuras.


A pretexto dos desequilíbrios externos da economia portuguesa, dizem-nos que devemos esperar que a retoma venha de fora através de um aumento da procura dirigida às exportações. Propõe-se assim uma atitude passiva que corre o risco de se generalizar entre os governos, prolongando o colapso em curso das relações económicas internacionais, e mantendo em todo o caso a posição periférica da economia portuguesa.


Ora, é preciso não esquecer que as exportações de uns são sempre importações de outros. Por isso, temos de pensar sobre os nossos problemas no quadro europeu e global onde nos inserimos. A competitividade futura da economia portuguesa depende também da adopção, pelo menos à escala europeia, de mecanismos de correcção dos desequilíbrios comerciais sistemáticos de que temos sido vítimas.

Julgamos que não é possível neste momento enfrentar os problemas da economia portuguesa sem dar prioridade à resposta às dinâmicas recessivas de destruição de emprego. Esta intervenção, que passa pelo investimento público económica e socialmente útil, tem de se inscrever num movimento mais vasto de mudança das estruturas económicas que geraram a actual crise. Para isso, é indispensável uma nova abordagem da restrição orçamental europeia que seja contracíclica e que promova a convergência regional.


O governo português deve então exigir uma resposta muito mais coordenada por parte da União Europeia e dar mostras de disponibilidade para participar no esforço colectivo. Isto vale tanto para as políticas destinadas a debelar a crise como para o esforço de regulação dos fluxos económicos que é imprescindível para que ela não se repita. Precisamos de mais Europa e menos passividade no combate à crise.


Por isso, como cidadãos de diversas sensibilidades, apelamos à opinião pública para que seja exigente na escolha de respostas a esta recessão, para evitar que o sofrimento social se prolongue.


...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Força Aérea: Médicos pagam para evitar missão em Cabul

In "DN - Diário de Notícias":

Equipa de Saúde Militar dos três ramos das Forças Armadas vai cumprir missão de um ano ao serviço da NATO no Afeganistão, sendo os efectivos substituídos de quatro em quatro meses.

 

Uma oficial médica da Força Aérea Portuguesa (FAP) deixou recentemente o ramo, pagando uma indemnização superior a 100 mil euros, para não ir para o Afeganistão, soube o DN junto de fontes militares.

Mais dois clínicos militares da FAP já "manifestaram a intenção" de pedir o abate aos quadros, para também não prestarem serviço no Afeganistão, adiantaram as fontes. Estes dois casos, que ainda não terão sido formalizados junto do ramo, são dados como saídas certas nos bastidores da Força Aérea.

A FAP, questionada terça-feira sobre o assunto pelo DN, não respondeu. Fontes da Armada e do Exército, que também participam na missão, asseguraram não haver qualquer caso do género.

Este novo contributo militar português para a força da NATO no Afeganistão terá a duração mínima de um ano e será formada por 15 efectivos dos três ramos das Forças Armadas, cabendo à FAP o comando da missão. A rotação dos efectivos ocorrerá a cada período de quatro meses, partindo o primeiro grupo no próximo dia 1 de Julho, a bordo de um avião da Força Aérea, disse ontem ao DN o porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas, comandante Ramos de Oliveira.

Quanto à portaria do Ministério da Defesa Nacional que vai enquadrar a missão, o presidente da Associação de Sargentos, Lima Coelho, afirmou ao DN que "continua por publicar". "Dizem que está a ser feita. Há quanto tempo [é que o Ministério o repete]?", questionou o sargento-ajudante.

Dentro da FAP, o caso é semelhante ao dos pilotos - pelo menos mais três oficiais decidiram sair nos últimos dias, para companhias aéreas privadas, de acordo com algumas fontes - que, há anos, deixam o ramo.

No caso dos médicos, assinalou uma das fontes, um eventual alastramento dos pedidos de abate aos quadros terá repercussões a dois níveis: ao nível das missões operacionais no estrangeiro (dentro de um ramo que se assume como expedicionário) e, depois, no plano do apoio hospitalar de rectaguarda ao universo dos militares, que inclui os da reserva e reforma e, em certas situações, os familiares.

A dificuldade da Força Aérea em conseguir nomear médicos para a missão da NATO no Afeganistão é apenas a última expressão de problemas com que os ramos têm lidado ao longo dos anos, tanto a nível operacional como de treino e no próprio dia a dia dos hospitais.

A título de exemplo, é frequente lembrar-se a história - ocorrida há alguns anos - de um director do hospital de Marinha que, segundo a expressão de caserna usada por uma das fontes, "acabou enconstado à parede" por tentar que os médicos militares cumprissem um horário mínimo naquela unidade.

A verdade é que, como enfatizou outra fonte, o universo militar é insuficiente para garantir aos médicos o treino e o número de actos clínicos suficientes para ganhar e manter competências clínicas e técnicas (como é o caso dos cirurgiões, por exemplo). Daí que muitos desses profissionais optem por trabalhar em hospitais civis e tenham consultórios particulares (também por questões salariais) -, algo que deveria ser adequadamente "tratado no âmbito da reforma da Saúde Militar", frisou um oficial superior.

Ingovernabilidade

In "O Jumento":

A causa da ingovernabilidade do país não resulta das maiorias absolutas mas sim do facto das elites da política, do Estado e das Magistraturas não estarem dispostas a perder privilégios abusivamente conseguidos, uns graças à cobardia de governos fracos, outros em resultado da generalização da corrupção. Estas elites estão muito pouco preocupada com o futuro do país ou as condições de vida do povo, o seu estatuto económico e social permite-lhes não terem preocupação com o futuro e por mais miseravelmente que viva o povo têm um estatuto social que os seus pães não têm em países muito mais ricos.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Faltam 120 pilotos na Força Aérea

In "Correio da Manhã":

CM_noticia_pt_1 A Força Aérea Portuguesa continua a perder pilotos para a aviação civil. Só nos últimos três anos, 77 profissionais abandonaram aquele ramo das Forças Armadas, que actualmente enfrenta um défice de 120 pilotos. O Presidente da República considerou preocupante a situação e lançou um alerta: "Já tem havido carência de pilotos para operações de apoio no mar."

Cavaco Silva deixou o aviso numa visita à Base Aérea de Sintra, em Maio, após o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Luís Araújo, lhe ter confidenciado que "a TAP é como uma segunda Força Aérea no que diz respeito à captação de pilotos e que a SATA uma terceira".

Em média, a Força Aérea perde dez pilotos por ano, que procuraram carreiras na aviação civil, que tem remunerações mais elevadas. Entre 2006 e 2008, 77 pilotos deixaram aquele ramo, tendo 29 pedido o abate ao quadro permanente, segundo dados da Força Aérea. Só em 2007, 17 pilotos pediram para sair do quadro permanente.

Com um total de 313 pilotos, a Força Aérea só tem à sua disposição 272 profissionais, sendo que este número ainda inclui pilotos em formação. No total, a Força Aérea precisa ainda de cerca de 120 profissionais para pilotar as mais de 140 aeronaves que possui.

Em resposta ao apelo do Presidente da República, o ministro da Defesa, Severiano Teixeira, garantiu que o novo estatuto de remunerações dos militares trará uma solução para evitar a saída de mais pilotos da Força Aérea.

TÉCNICOS QUEREM SAIR

"A situação do pessoal técnico da Força Aérea é ainda mais gritante." O aviso é do presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS), António Lima Coelho, que garantiu que os pilotos não são os únicos militares a abandonar a Força Aérea. Segundo Lima Coelho, "a mão-de-obra técnica na Força Aérea" também procura uma carreira na aviação civil, onde os salários são mais elevados, e verificou-se mesmo a "falta de profissionais nesta área".

"Nos últimos concursos, as especialidades técnicas têm tido menos candidatos", avisou Lima Coelho, considerando que a problemática dos pilotos tem merecido mais atenção por parte das chefias do que a dos técnicos. A situação está a motivar, por isso, algum mal-estar na Força Aérea. "Nunca vi um avião voar só com um piloto", sublinhou Lima Coelho.

SAIBA MAIS

TEMPO DE SERVIÇO

O tempo mínimo de serviço efectivo para os pilotos-aviadores passou de oito para 12 anos, de forma a travar a saída destes profissionais da Força Aérea.

21 MILHÕES

Entre 2004 e 2006 o Estado gastou mais de 21 milhões de euros para formar e qualificar pilotos da Força Aérea nos Estados Unidos da América.

2 MILHÕES

O Estado gasta mais de dois milhões de euros na formação e qualificação de cada novo piloto da Força Aérea.

INDEMNIZAÇÃO

Os pilotos-aviadores podem ser obrigados a pagar uma indemnização à Força Aérea por deixarem o Ramo antes de cumprirem o tempo de serviço mínimo.

domingo, 24 de maio de 2009

A última companhia da Índia

In "o pravda ilhéu":

A odisseia da comp.ª madeirense de caçadores do BII 19 na India Portuguesa em 1959

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A última companhia da Índia


Faz hoje 47 anos que desembarcou na Pontinha, de regresso a casa, a última Companhia de Caçadores formada na Madeira para defender os territórios da Índia Portuguesa.

Recomendamos a leitura do excelente trabalho histórico no DN/Revista feito pelo nosso amigo Luís Calisto director do Diário de Notícias do Funchal

dn0401520101 dn0401520103 dn0401520102 Leia aqui um pouco mais sobre a história dos acontecimentos

 

images A 14 de Dezembro Salazar envia um telegrama em que diz:  “Não prevejo
possibilidade de tréguas nem prisioneiros portugueses, como não haverá navios
rendidos, pois sinto que apenas pode haver soldados e marinheiros vitoriosos ou
mortos”. E acrescenta: “É horrível pensar que possa significar o sacrifício total,
mas recomendo e espero esse sacrifício como única forma de nos mantermos à
altura das nossas tradições e prestarmos o maior serviço ao futuro da Nação”.

 

Ver:   [Link]

CARLOS AZEREDO: Passagem para a Índia

O escritor madeirense Rui Faria Nepumuceno edita um pequena brochura para a feira do Livro no Funchal:

Rui Firmino Faria Nepomuceno

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Manipulação

In "À BRUTO":

Ainda estou abismado com a entrevista de Manuela Moura Guedes ao Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto. E só posso dizer que este senhor é um homem com os ditos no sítio.

Depois de, em público, ter dito aquilo que toda a gente sabia (de que há advogados a cometerem crimes), depois de estar a ser perseguido politicamente dentro da sua Ordem por tentar impedir advogados em actividade possam ser, ao mesmo tempo, deputados, foi entrevistado, em directo no Jornal Nacional da TVI, por Manuela moura Guedes, herself.

A pobre desculpa de jornalista em que esta senhora se tornou foi, finalmente, posta no seu lugar.


Finalmente, alguém lhe disse na cara que era péssima jornalista e que violava sistematicamente o Código Deontológico da sua profissão.

Finalmente alguém disse, ao vivo e textualemente, que a sua actuação no Jornal Nacional era uma vergonha e que quem a pôs lá devia ter vergonha.

... ...

Ver:   Marinho Pinto "Você faz um péssimo jornalismo" - DN:

Em entrevista dada hoje à TVI, o Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, ao ser apelidado de “bufo” por Manuela Moura Guedes, respondeu violentamente à jornalista afirmando: “você não tem autoridade nenhuma para emitir juízos de valor acerca do que se passa na justiça”, e continuando no mesmo tom, acusou a jornalista de fazer um “péssimo jornalismo” que “viola sistematicamente o código deontológico”.

A entrevista não acabou sem Marinho Pinto afirmar que “se você me quiser fazer uma entrevista decente eu estarei disponível, mas esta estação devia ter aqui uma jornalista decente e não alguém que deturpa constantemente as regras do jornalismo”.

Vídeo:

Ver:   Troca de insultos na TVI:

Manuela Moura Guedes - “Acha bem dizer em praça pública que os advogados cometem crimes? (…) Está a enxovalhar a Ordem…”

Marinho Pinto - “O que está a fazer é manipulação!”

MMG - “Escreveu um artigo sobre o Freeport em que ataca a PJ…”

MP - “Porque utiliza o termo atacar e não criticar?”

MMG – “Foi visto como um frete político ao engenheiro Sócrates...”

MP – “Não me interessa. Não lhe devo nada, nem ele a mim. Deixe-me dizer-lhe uma coisa... Não pode dizer que faço fretes políticos. Olhe bem para mim nos olhos: nunca fiz fretes políticos!”

MP – “Estamos a criar uma sociedade de bufos...”

MMG – “Então o sr. é um bufo, ao vir para a praça pública denunciar advogados que cometem crimes?!”

MP – “Nós não varremos lixo para debaixo da mesa como fazem os jornalistas...”

MMG – “O sr. também não está a fazer muito pela sua classe...”

MP – “Você está aqui a fazer um julgamento disfarçado. Um péssimo jornalismo. Um espectáculo degradante para a informação e dá uma má imagem dos profissionais desta casa.”

“É uma vergonha. Não tenho a faca e o queijo na mão. Isso é ignorância sua.”

“Tinha vergonha de fazer o que você faz. O que você faz aqui todos os dias é violar o código deontológico. Duvido que o conheça! E quem a apoia aqui dentro devia ter vergonha.”

Ver: 

Bastonário volta a alertar para ilícitos cometidos por escritórios de advocacia

Todos os dias há um advogado condenado por má conduta profissional 

TVI-MOURA GUEDES/MARINHO PINTO - "ESTE ESPECTÁCULO DEGRADANTE VIOLA SISTEMÁTICAMENTE A DEONTOLOGIA JORNALISTICA” SERÁ QUE AINDA VAI CONTINUAR?
Entrevista Completa de Manuela Moura Guedes a Marinho Pinto

Marinho Pinto e Moura Guedes são estrelas do YouTube

Actualização em 28-05-2009:

ERC dá razão às queixas sobre o Jornal da Noite da TVI:

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deliberou reprovar a actuação da TVI no Jornal Nacional de sexta-feira, por “desrespeito das normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística”.


A decisão do Conselho Regulador da ERC pende sobre sete peças de três edições daquele programa, depois de terem sido apresentadas trezes queixas à entidade que acusam a estação de televisão “de falta de rigor e de isenção” no tratamento noticioso de peças noticiosas sobre o primeiro-ministro e membros do PS.


A ERC fundamenta a decisão por ter sido “verificada, à luz da análise efectuada, a possibilidade de a TVI ter posto em causa o respeito pela presunção de inocência dos visados nas notícias”, lê se em comunicado.

 
A concluir, o Conselho Regulador resolveu “instar a TVI a cumprir de forma mais rigorosa o dever de rigor e isenção jornalística”.

ERC condena TVI por “desrespeito de normas ético-legais” no Jornal da Noite de sexta-feira

Decisão sem consequências

Finalmente!

Actualização em 29-05-2009:

Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas: Manuela Moura Guedes faz "jornalismo reprovável"

Actualização em 04-06-2009:

O principal problema da informação televisiva não é a Manuela Moura Guedes, nem são as alegadas pressões políticas, é o "infortainment". Ou seja, o entretenimento sobrepor-se à informação, a notícia ser tratada como um espectáculo de circo, o rigor e a verdade serem tantas vezes aligeirados e deixados de lado. Este fenómeno é mais acentuado nos telejornais portugueses do que em muitos outros países europeus e é o maior obstáculo ao verdadeiro jornalismo de investigação e à credibilidade dos media.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Washington Post: In Portugal, as in America, a 'Third Way' Is Reemerging

In "Jornal de Negócios":

José Sócrates passou os últimos quatro anos a implementar medidas para ter como recompensa uma crise que colocou o país sem margem de manobra em termos fiscais e que impulsionou o número de apoiantes do Partido Comunista, escreve o “Washington Post”, num artigo onde sobressaem os elogios à governação do primeiro-ministro.
Depois de falar com Sócrates, Steven Pearlstein, jornalista do jornal referido, conta como o responsável brincou com o dia em que aprendeu sobre “essa coisa a que chamam a crise do subprime” e destaca as medidas, como a redução do défice e do tamanho do governo e o desafio aos sindicatos implementadas pelo primeiro-ministro português.
E qual foi a sua recompensa? Questiona o jornalista, respondendo “uma crise económica que voltou a colocar o país sem margem de manobra em termos fiscais e que impulsionou o número de apoiantes do Partido Comunista”.
Para contextualizar a conversa com o responsável máximo pela governação do nosso país, Steven Pearlstein sublinha não apenas o facto dos jornais da Europa Ocidental estarem povoados de histórias sobre como banqueiros e gestores em Nova Iorque e Londres “enriqueceram à custa do povo sob o olhar de uma regulação cega com a confiança do mercado”, mas, e principalmente, como foi fácil “esta praga da cobiça e desregulação ter tão facilmente atravessado o Atlântico e conduzido as economias a uma recessão que se espera mais longa e profunda do que inicialmente”.
Posto isto, e depois de sublinhar concretamente as medidas do primeiro-ministro José Sócrates, cita também algumas tomadas por outros países europeus como França, Suécia e Suíça.
No entanto, continua, a “verdadeira história” da Europa reflecte que alguns países “ainda continuam a movimentar-se em torno de privatizações e da desregulação”.
Mas em Portugal, alerta por outro lado o jornal, por exemplo as grandes manifestações dos professores “encerraram a capital, mas falharam o objectivo de deter o plano de Sócrates de querer avaliações dos professores num sistema de ensino que tem um dos custos mais elevados e mais baixos resultados na Europa”.


EUA deviam considerar seguir plano de Segurança Social português


E o jornalista vai mesmo mais longe ao aconselhar os EUA a consideraram a possibilidade de seguirem o plano de reforma da Segurança Social, implementado pelo governo português.
Para ilustrar a boa aproximação do mercado de capitais aos problemas sociais que considera existir em Portugal, o jornalista cita as energias renováveis e a energia hidroeléctrica, dando como exemplo as medidas, nesse sentido, tomadas pelo Ministro da Economia, Manuel Pinho.


Pinho implementou boas medidas sem subsídios e sem favorecer EDP


“E o que é notável”, diz Steven “é que tudo isto foi feito sem subsídios do governo e sem favorecer a Energias de Portugal, empresa estatal”, sublinhando ainda a evolução da EDP e a separação da EDP Renováveis “que foi a maior [oferrta pública inicial] da Europa no último ano e que é neste momento a quarta maior produtora de energias renováveis do mundo”.
Em jeito de conclusão, o “Washington Post” diz que na altura de Bill Clinton e de Tony Blair “havia uma grande falta de conversa sobre uma ‘terceira via’ que combinasse as melhores características do capitalismo anglo-americano e a segurança económica predominante na Europa”.
“E se Portugal é uma indicação, a Europa tem movimentado as suas políticas e medidas em torno de um capitalismo de mercado desde essa altura”, elogia o jornalista, acrescentando que, “agora que Barack Obama tornou-se o político mais conhecido na Europa e a sua administração fez com que o objectivo de aumentar os lucros de uma forma mais competente voltasse, a convergência parece ser uma vez mais possível”.

Washington Post:   LISBON, Wednesday, May 6, 2009

You can easily imagine the popular story line that plays out daily in the politics of much of Western Europe. It's the one about bankers and money managers in New York and London who got rich by playing fast and loose with other people's money, under the eyes of regulators so blinded by their faith in markets that they couldn't spot a con game going on right under their noses.

And what makes it all the more galling to Western Europeans is how easily this plague of greed and deregulation so easily crossed the Atlantic, sending their own economies into a recession that is expected to be deeper and longer than it will be where it all began.

Sitting in his office last week, José Sócrates, the prime minister of Portugal, joked as he recalled the day last September when he first learned about "this thing they call a subprime loan." As head of this country's nominally socialist party, Sócrates spent the previous four years reducing the size of Portugal's government, taming its runaway budget deficit, challenging labor unions and deregulating its markets. And what is his reward? An economic crisis that has once again put the country in a fiscal bind and boosted the polling numbers of Portugal's Communist Party.

There are similar tales to be told across the continent. In France, top executives have been taken hostage by workers demanding that layoff notices be rescinded. In Sweden and Switzerland, companies have revoked pay packages for top executives in response to public outcry. And just last week, the European Union unveiled new regulations that have the hedge funds howling. Everywhere, there are calls for higher taxes on the rich, with the British government proposing to raise the top marginal rate to 50 percent from 40 percent.

 

"In terms of further market liberalization, I would say the window of opportunity is now closed," Christine Lagarde, France's reform-minded finance minister, told reporters recently in Washington.

Given the circumstances -- unemployment as high as 17 percent in Spain, exports off 20 percent in Germany, house prices off 40 percent in Ireland -- none of this is surprising. But the real story in Europe may be how firmly market liberalization seems to have taken hold. Not only have there been few, if any, calls for re-nationalizations, but some countries are still moving toward privatization and deregulation. Instances of protectionism are outweighed by the examples of cross-border mergers and acquisitions that have been accepted as a matter of course -- Fiat's designs on GM's Opel, based in Germany, is the latest. And in the face of international calls for additional fiscal stimulus, both governments and voters have been reluctant to borrow and spend their way out of this recession.

Here in Portugal, for example, huge teacher demonstrations recently shut down the capital but failed to derail Sócrates's plan to require annual evaluations of instructors in a public school system that has some of the highest costs, and lowest test results, in Europe.

And Americans would do well to consider Portugal's plan to put its Social Security on a more sustainable footing by linking the retirement age to life expectancy while still giving people the choice to retire at 65 with slightly lower benefits.

Perhaps the best example of Portugal's market-based approach to its economic problems is its big push toward renewable energy.

To harness the wind, Economy Minister Manuel Pinho set out to move the country beyond small, subsidized wind farms to create an industry big enough to achieve economies of scale, invest seriously in research and development, and attract billions of dollars in capital. The incentive came in the form of huge long-term transmission contracts that assured investors that there would be a market for the power at a guaranteed price, determined in an open and competitive auction. The hitch was that winners were required to manufacture a certain percentage of the windmills and the turbines in Portugal. A number of big European companies have now set up shop here.

Pinho took a similar approach to hydroelectric power, putting up for competitive bid long-term licenses to build and operate a dozen new or expanded dams. Bidders can also extend the life of the licenses if they agree to enter long-term contracts to buy nighttime power from the country's wind producers and use it to pump water from reservoirs below the dams back up to the reservoirs above. Energy gets stored during those hours when demand is low and used the next day when demand is at its peak.

What's noteworthy is that all this was done without a government subsidy and without favoring the country's former electric monopoly, EDP, in which the government continues to hold a minority stake. Indeed, EDP has been buying or building renewable-energy assets across Europe, in Brazil and in the United States. The spinoff of its renewable-energy division was the biggest IPO in Europe last year and is now the world's fourth-largest renewable-energy producer.

Back in the days of Bill Clinton and Tony Blair, there was a lot of loose talk about a "third way" that would combine the best features of Anglo-American capitalism with the social and economic safety net prevalent in Europe. If Portugal is any indication, Europe has been moving in fits and starts toward market capitalism ever since. Now that Barack Obama has become the most popular politician in Europe and his administration back home is intent on increasing the profile of a more-competent government in the workings of the American economy, a convergence seems possible once again.

Offshores

In "Causa Nossa":

...
Só há offshores porque há empresas e indivíduos que criam filiais e moradas fantasma em paraísos fiscais como as Ilhas Caimão, para aí declararem os lucros tributáveis, ao abrigo do princípio da proibição da dupla tributação.
Por exemplo, em vez de pagarem 35% de IRC nos Estados Unidos, as grandes empresas multinacionais americanas (especialmente as farmacêuticas, os gigantes da tecnologia, as empresas financeiras e de bens de consumo) criam filiais - meras caixas de correio - em paraísos fiscais para aí declararem os seus lucros.
...
E é assim que, em vez de pagarem 35% de IRC sobre €522 mil milhões de receitas produzidas no estrangeiro em 2004 (último ano para o qual há dados), as multinacionais americanas pagaram ... 2,3%.
O Presidente Obama explicou este fenómeno chamando a atenção para um edifício nas Ilhas Caimão que "acolhe" mais de 18.000 empresas americanas - "das duas uma, ou este é o maior edifício do mundo, ou este é o maior embuste fiscal [tax scam] da história".
Barack Obama já anunciou planos para pôr fim a esta situação.
Qual é o maior obstáculo?
Os lóbis das grandes empresas que argumentam - não sem alguma razão - que, a pôr-se fim a esta fuga aos impostos legalizada, as grandes multinacionais americanas ficavam em desvantagem em relação às suas congéneres de outras partes do mundo. Porque na Europa, por exemplo, ninguém ainda está aa tratar de ir à procura dos lucros das empresas europeias que não sejam declarados nos respectivos territórios nacionais!
Mais uma área (para acrescentar às medidas de combate à crise) em que os EUA de Obama estão a mostrar o caminho à Europa.
E a Europa - numa UE que funcione e se assuma - é-nos mesmo indispensável: só uma posição concertada das grandes economias dos dois lados do Atlântico pode garantir o fim dos abusos fiscais das grandes multinacionais e o fim dos offshores.
Estamos à espera de quê?

sábado, 31 de janeiro de 2009

31 de Janeiro - Dia Nacional do Sargento

Em 31 de Janeiro comemora-se o aniversário da primeira revolta republicana que teve por objectivo a implantação de república em Portugal. Esta revolta teve lugar na cidade do porto no ano 1891.

Apesar de ter fracassado, o 31 de Janeiro de 1891 foi um movimento popular que, segundo o historiador Joel Serrão “foi efectivada por sargentos e cabos e enquadrada e apoiada pelo povo anónimo das ruas foi hostilizada ou minimizada pelos oficiais, pela alta burguesia e até pela maior parte da inteligência portuguesa”.

Os sargentos tiveram uma importância determinante na revolta de 31 de Janeiro. Entre os 22 condenados em conselho de guerra, 14 eram sargentos. Os sargentos Abílio, Galho e Rocha, ocupam um lugar de destaque entre os heróis da revolta republicana do Porto. Daí que para os sargentos portugueses, o 31 de Janeiro seja uma data com especial significado.

Desde há vários anos, especialmente desde as comemorações do centenário do 31 de Janeiro que foi assinalado com uma sessão solene do Plenário da Assembleia da República, que a Associação Nacional de Sargentos tem vindo a apelar à Assembleia da República para que delibere consagrar o 31 de Janeiro como Dia Nacional do Sargento.

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Ver:

http://www.ans.pt/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolta_de_31_de_Janeiro_de_1891

http://domcarlosprimeiro.blogspot.com/2007/05/revolta-de-31-de-janeiro-de-1891-no.html

http://sentinelaalerta.weblog.com.pt/arquivo/246684.html

http://www.prof2000.pt/users/hjco/hjco/MSacramento/MSacra03.htm

http://www.ans.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=123&Itemid=254

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sargento_Ab%C3%ADlio

http://31janeiro.blogspot.com/2008/01/revolta-de-31-de-janeiro-de-1891.html

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Barack Obama - 44º Presidente dos Estados Unidos

In "PUBLICO.PT":

“Eu, Barack Hussein Obama, juro solenemente que cumprirei fielmente as funções de Presidente dos Estados Unidos e farei o melhor que estiver ao meu alcance para preservar, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos”. obama

Com a mão sobre a mesma bíblia usada por Abraham Lincoln na tomada de posse, em 1861, Barack Obama tornou-se hoje oficialmente o 44º Presidente dos EUA. Aos 47 anos, o democrata é o primeiro afro-americano a assumir a liderança dos EUA, num momento em que o país atravessa uma grave crise económica e continua enredado em duas guerras.

Ver:

Discurso de Obama: Novo Presidente pede uma “nova era de responsabilidade” 

Actualização em 21-01-2009:

O fim do capitalismo laissez-faire

Obama congela salários a quem ganha mais de 100.000 dólares por ano - na Casa Branca

Plano económico de Obama vai ser apresentado nas próximas semanas

Administração Obama congela regulamentações de Bush que ainda não tinham entrado em vigor

Obama poderá fechar Guantánamo no espaço de um ano

Obama congela salários a colaboradores e aperta cerco aos "lobbyistas":

Obama, que fez da ética governativa e da transparência dois grandes temas da sua campanha, esclareceu ainda que irá pôr em prática novas regras restritas aos antigos “lobbyistas” que trabalhem no governo. O Presidente explicou que irá proibir pessoas que trabalhem no sector privado como “lobbyistas” de trabalharem em matérias sobre as quais tinham anteriormente feito “lobby”.


Obama pôs ainda em marcha uma proibição aos presentes dados por “lobbyistas” e prometeu um maior acesso ao público a documentos governamentais sensíveis (envolvendo a segurança nacional e assuntos de privacidade).

 

(Ver:       Lobbying  -  Grupo de pressão  )

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

2009 Começa com Bombas, Rockets, e mais de 430 Palestinianos mortos em Gaza

In "RTP Notícias":

gazas

Médio Oriente: Situação "é assustadora", ajuda alimentar urgente para 15.000 - ONU

 

Roma, 02 Jan (Lusa) - A agência da ONU para a ajuda alimentar denunciou hoje que a Faixa de Gaza vive uma "situação alimentar assustadora" ao sétimo dia de bombardeamentos israelitas e anunciou o lançamento de um programa urgente de distribuição de pão.

"A actual situação em Gaza é assustadora e muitos produtos alimentares de base deixaram de estar disponíveis", declarou Christine van Nieuwenhuyse, representante do Programa Alimentar Mundial nos territórios palestinianos, num comunicado divulgado em Roma.

Segundo esta responsável, são necessários nove milhões de dólares (6,4 milhões de euros) "para responder às necessidades adicionais de nutrição decorrentes do redobrar de intensidade dos combates".

"Para aliviar o sofrimento das famílias que vivem perto das zonas atingidas (...), o PAM lançou quinta-feira um programa de distribuição urgente de pão em Beit Hanun para 3.000 famílias, ou seja, 15.000 pessoas", lê-se no comunicado.

"A falta de trigo obrigou à paragem dos moinhos e das padarias de Gaza e o pão, produto de base para os palestinianos, falta enormemente", segundo o PAM.

Por outro lado, segundo esta agência, "a abertura intermitente dos pontos de passagem" para fora do território em vigor desde Novembro, "as famílias palestinianas de Gaza conhecem uma deterioração drástica das suas condições de vida, com uma redução das quantidades de alimentos disponíveis no mercado, do gasóleo e do gás para a confecção dos alimentos e com frequentes cortes de electricidade".

A agravar a situação, os ataques, que prosseguem há sete dias, "têm impedido o PAM e os seus parceiros de operarem plenamente e têm atrasado a distribuição normal de alimentos", além de estarem a prejudicar a reposição das reservas do PAM, sendo que as 3.300 toneladas actualmente armazenadas estarão esgotadas dentro de um mês.

Os bombardeamentos israelitas contra a Faixa de Gaza já fizeram 430 mortos e cerca de 2.500 feridos, segundo o chefe dos serviços de emergência da Faixa de Gaza. A ONU estima que pelo menos 25 por cento dos mortos (mais de 100 pessoas) sejam civis.

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Israel garante que ataques à Faixa de Gaza vão continuar:

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http://resistir.info/:

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Em Abril de 1943 os judeus do Gueto de Varsóvia foram massacrados pela máquina militar do III Reich nazi. Em Dezembro de 2008 os palestinos do Gueto de Gaza são massacrados pela máquina militar do IV Reich nazi-sionista. Ambos os povos exerceram o seu direito inalienável à revolta contra a opressão.

 

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A New Year for Gaza 2009 - Thank you Israel:

Ver:    Israel intensifica ofensiva militar contra a Faixa de Gaza

Washington diz que cabe a Israel decidir operação terrestre:

 Míssil israelita mata três crianças

Dezenas de manifestações contra ofensiva

Uma breve resposta à desinformação sionista

Actualização em 3-01-2009:

436 mortos e 2.500 feridos palestinianos em 750 bombardeamentos

Milhares de pessoas manifestaram-se contra os ataques de Israel

Forças israelitas entram em Gaza

Actualização em 4-01-2009:

MNE checo reconhece "erro grave" da presidência da UE

Falta de acordo da ONU é uma "farsa", diz o Hamas

Na ONU, EUA bloqueiam proposta de cessar-fogo em Gaza

Actualização em 5-01-2009:

O USO DO FÓSFORO BRANCO SEGUNDO THE TIMES:

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Israel is believed to be using controversial white phosphorus shells to screen its assault on the heavily populated Gaza Strip yesterday. The weapon, used by British and US forces in Iraq, can cause horrific burns but is not illegal if used as a smokescreen.

The use of the weapon in the Gaza Strip, one of the world’s mostly densely population areas, is likely to ignite yet more controversy over Israel’s offensive, in which more than 2,300 Palestinians have been wounded.

The Geneva Treaty of 1980 stipulates that white phosphorus should not be used as a weapon of war in civilian areas, but there is no blanket ban under international law on its use as a smokescreen or for illumination. However, Charles Heyman, a military expert and former major in the British Army, said: “If white phosphorus was deliberately fired at a crowd of people someone would end up in The Hague. White phosphorus is also a terror weapon. The descending blobs of phosphorus will burn when in contact with skin.”

... ...

A convenção de Genebra de 1980 proíbe o uso do fósforo branco como arma de guerra em áreas civis mas não há proibição do seu uso como cortina de fumo ou com o objectivo de iluminação.  

Charles Heyman, perito militar e antigo major do exército britânico disse: “Se o fósforo branco foi deliberadamente usado em pessoas alguém terminará no tribunal de Haia. O fósforo branco é também uma arma de terror.  As gotas de fósforo que caem queimam quando em contacto com a pele.”

...

Actualização em 6-01-2009:

Faixa de Gaza: 40 mortos em ataque contra escola da ONU em Jabaliya:

Pelo menos 40 palestinianos que estavam refugiados numa escola das Nações Unidas em Jabaliya, no Norte da Faixa de Gaza, morreram quando o local foi atingido por disparos de artilharia israelita, adiantam fontes médicas. Este ataque, registado ao terceiro dia da ofensiva terrestre, eleva para 635 o número de palestinianos mortos desde o início dos bombardeamentos, a 27 de Dezembro.

...

 Gaza: cem olhos por um olho

Uma democracia proibe os media?

Actualização em 7-01-2009:

Nada de bom em Gaza

 Israel vai interromper bombardeamentos em Gaza durante três horas por dia:

O Exército israelita anunciou que vai interromper a partir de hoje os seus bombardeamentos em Gaza, durante três horas por dia, informou uma porta-voz militar. ...

ONU desmente presença de combatentes em escola alvo de ataque israelita.

Israel vai estudar plano franco-egípcio para cessar-fogo imediato.

Actualização em 8-01-2009:

Ban Ki-moon condena ataque israelita contra coluna de veículos da ONU

Gaza: Erros e oportunidades perdidas

Sem piedade, em Gaza

Actualização em 9-01-2009:

ONU apela a cessar-fogo na Faixa de Gaza mas combates continuam:

tanquesgaza_epaO Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) aprovou ontem uma resolução, com a abstenção dos Estados Unidos e os votos a favor dos restantes 14 Estados membros, que obriga Israel e o Hamas a decretarem o fim das hostilidades. No entanto, hoje os combates na Faixa de Gaza prosseguem.

...

ONU quer cessar-fogo imediato

...

Hamas e Israel já recusaram proposta da ONU

Actualização em 12-01-2009:

Cavaco Silva pede cessar-fogo permanente na Faixa de Gaza

Israel vai continuar a atacar com “mão de ferro” e Hamas diz que vitória está "mais próxima que nunca":

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A Operação Chumbo Endurecido já fez até ao momento 917 mortos palestinianos e 4100 feridos.

 

 

 

 

Actualização em 15-01-2009:

Agência da ONU e redacções de jornais internacionais bombardeados por Israel

Israel pede desculpa à ONU

Hamas oferece trégua de um ano se Israel se retirar dentro de uma semana

Ministro do Interior do Hamas morto em Gaza

Mais de mil palestinianos mortos na Faixa de Gaza

Actualização em 17-01-2009:

Israel anuncia cessar-fogo unilateral na Faixa de Gaza:

O primeiro-ministro israelita Ehud Olmert anunciou este sábado que os objectivos da ofensiva militar contra o Hamas foram cumpridos e que as operações em Gaza cessam às 0h de Lisboa (2h da manhã em Telavive).

...

Mais de um milhar de mortos

O fim da ofensiva de 22 dias que matou mais de 1.200 palestinianos e agravou profundamente a crise humanitária de Gaza, território árabe controlado pelo Hamas. Treze israelitas morreram desde o início do conflito.

Israel anuncia trégua unilateral na ofensiva em Gaza:

Segundo ataque a escola


Diplomatas ocidentais citados pela Reuters afirmaram que o Egipto estava a organizar uma conferência com líderes mundiais sobre Gaza, que poderia ter lugar já amanhã.


Enquanto isso, a operação militar continuava, com mais de 50 alvos atingidos pela Força Aérea.
Pela primeira vez, um porta-voz da agência da ONU de ajuda aos refugiados palestinianos (UNRWA) pediu uma investigação a alegados crimes de guerra de Israel, depois de uma escola da agência ter sido atingida por um tanque israelita. As escolas da UNRWA têm servido para alojar muitas das pessoas que têm ficado desalojadas, e hoje dois rapazes, de 5 e 7 anos, morreram no ataque. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o ataque “o mais fortemente possível”.


No total, pelo menos 1203 palestinianos morreram em Gaza nestes últimos 22 dias, destes, 410 eram crianças. A ofensiva deixou ainda 5300 feridos, segundo responsáveis palestinianos. Do lado israelita três civis morreram vítimas de rockets do Hamas no Sul do país, e dez soldados morreram em Gaza. Hoje, um rocket causou falhas de energia na cidade de Ashdod.

Actualização em 18-01-2009:

But is it a crime?  Israel is operating in the grey zone of international law

Gaza: Cessar-fogo já foi quebrado, escassas horas após o seu início

Hamas anuncia cessar-fogo imediato e dá a Israel uma semana para abandonar Gaza:

"O Hamas e as suas facções anunciam um cessar-fogo imediato em Gaza e dão a Israel uma semana para se retirar", indicou Ayman Taha a partir do Cairo, onde está a ser negociada uma trégua.
O Hamas exige igualmente que Israel abra todas as passagens fronteiriças da Faixa de Gaza, a fim de permitir a entrada de alimentos e de bens de primeira necessidade.

Exército israelita inicia retirada progressiva da faixa de Gaza

Israel já começou a retirada do exército da Faixa de Gaza:

O anúncio surge após o cessar-fogo unilateral por parte de Israel, anunciado ontem à noite e do cessar-fogo por parte do Hamas que surgiu hoje.

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Gazan Doctor and Peace Advocate Loses 3 Daughters to Israeli Fire and Asks Why

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Líderes europeus e árabes no Egipto em prol da paz:

O custo da destruição das infra-estruturas na Faixa de Gaza durante a ofensiva militar israelita de 22 dias eleva-se a 476 milhões de dólares (358,8 milhões de euros), segundo uma estimativa provisória feita pelo departamento central de estatísticas palestiniano.


Segundo o departamento, que divulgou, sábado, os dados no seu site na Internet, 4000 edifícios de habitação foram destruídos nos bombardeamentos israelitas, assim como 48 edifícios e escritórios governamentais, 30 esquadras e 20 mesquitas.


Na longa lista de infra-estruturas destruídas são ainda indicadas escolas (18), uma parte da rede eléctrica e da distribuição de água.


No total, 14% dos imóveis da Faixa de Gaza foram destruídos ou danificados, de acordo com aquele departamento.


Na cimeira económica prevista para segunda-feira e terça-feira no Koweit, os dirigentes árabes vão discutir a reconstrução da Faixa de Gaza.
A presidência checa da UE revelou também a intenção de organizar uma conferência de doadores para responder às necessidades humanitárias da população da Faixa de Gaza.
A ofensiva israelita lançada a 27 de Dezembro causou pelo menos 1300 mortos, entre os quais 410 crianças e 108 mulheres, e mais de 5300 feridos, segundo os serviços de emergência de Gaza.

 

Actualização em 19-01-2009:

Organizações internacionais alertam para situação precária vivida no território:

...

Mais de 1300 mortos


No primeiro dia sem o som de bombas e disparos – Israel decretou um cessar-fogo unilateral no sábado, a que o Hamas respondeu ontem com a sua própria trégua –, muitos palestinianos começaram hoje a regressar a casa, para avaliar estragos e as forças do movimento islamista retomaram as patrulhas nas principais artérias da cidade.
Por baixo dos escombros dos edifícios, os serviços de emergência conseguiram resgatar mais dez corpos, elevando para 1315 o número de mortos desde o início da ofensiva, dos quais 410 eram crianças e 108 mulheres. Os serviços hospitalares assistiram mais de 5300 feridos, muitos dos quais estão ainda internados em condições precárias.


Um terço da população sem acesso a água potável

...

Actualização em 21-01-2009:

Exército israelita conclui a retirada da faixa de Gaza

ONU vai abrir inquérito a presumível uso de urânio empobrecido em Gaza - Por Israel:

Utilizado nomeadamente durante a guerra do Golfo, em 1991, e nos ataques aéreos da NATO nos Balcãs em 1994-1995, o urânio empobrecido tem propriedades físicas que o tornam eficaz no ataque a blindados. Suspeita-se que a exposição a este produto e às poeiras que resultam dos impactos representem riscos para a saúde.

Tribunal belga terá recebido pedido de prisão da ministra dos Negócios Estrangeiros de Israel 

Actualização em 26-01-2009:

Did Israel Commit War Crimes in Gaza?

Actualização em 02-02-2009:

Blogue Diário de Reportagem, de Alexandra Lucas Coelho, em Israel e na Palestina

Ver:  

Conflito árabe-israelense

História da Palestina

Operação Chumbo Fundido

sábado, 27 de dezembro de 2008

Natal na Madeira - A "Festa"

In "DNOTICIAS.pt":

Numa mesa madeirense de Natal não podem faltar a carne vinha- d'alhos, uma 'canjinha', o bolo de mel, as broas, as tangerinas, o licor...

Não estaremos a mentir se escrevermos que o Natal é uma quadra vivida de modo particular pelos madeirenses. A tal ponto que a expressão que habitualmente na Região designa esse período, 'Festa', é por de mais elucidativa.


Com efeito, desde os tempos remotos que as gentes madeirenses reservaram para o mês de Dezembro motivos suficientes para tornarem a celebração do nascimento de Jesus… uma verdadeira festa! Há toda uma envolvência que torna tais momentos muito particulares, começando na preparação para a grande ocasião, consubstanciada na existência das chamadas 'Missas do Parto', e prolongando-se até aos 'Reis' - 6 de Janeiro -, embora, aqui e acolá, sobretudo em tempos mais distantes, a 'Festa' só terminava como 'varrer dos armários', ou seja, em dia de Santo Amaro (15 de Janeiro).


Em termos religiosos, a Igreja Católica dedica no Natal um período preparatório designado por Advento. Este é um termo de origem profana como, de resto, algumas das tradições natalícias também o são. No Natal também há tradições… à mesa. Logicamente. A Madeira não foge à regra, bem antes pelo contrário. Algumas, até, para fazerem realçar a magnificência da quadra. Em várias publicações acerca da História da Região encontramos referências que indicam um cuidado especial nas ementas preparadas por alturas do Natal. Nalgumas situações, inclusive, reservando apenas para esse período iguarias diferentes e tidas de melhor qualidade, 'fugindo' à dieta pouco variada na restante parte do ano. A carne de porco é disso exemplo.

 
Longe - não tanto assim no tempo, atenção! - estamos desse tempo, do tempo em que o Funchal era invadido por pessoas que vinham de toda a ilha, pois só por altura do Natal é que tal acontecia. No entanto, continua a haver algum cuidado na preparação da Festa, existindo, ainda, a tendência para ser guardado 'algo de bom' - ou de melhor - para esta altura. Ou de diferente, por ser tradição.


A carne vinha-d'alhos - geralmente preparada da 'morte do porco' entretanto realizada -, o bolo de mel e o licor fazem parte da ementa em lugar destacado. O aproveitar da banha da carne para nela fritar o pão e os pedaços de laranja a 'enfeitarem' a travessa, ajudando ainda 'a fazer a digestão', completam uma 'mesa de Natal'. Isto no almoço de 25 de Dezembro pois para a consoada, logo após a Missa do Galo, uma 'canja' - caldo de galinha - é imprescindível… As broas, de mel, e não apenas, ajudam a adocicar, mas um bom licor faz isso e aquece igualmente! O vinho Madeira, ainda, não está mal pensado. Para acompanhar, também, o bolo de mel 'cortado à mão', se faz favor! E que até pode ser do ano anterior que está sempre bom… Ou, se calhar, até melhor daquele feito recentemente. Sem esquecer, ainda, o 'chocolate' para a manhã, por alturas de abrir os presentes deixados por um qualquer 'Pai Natal'… Se 'cada terra com seu uso…', a verdade é que no continente português e mesmo nos Açores a tradição natalícia 'à mesa' é, necessariamente, diferente. Para além de o 'tempo de vigência' do Natal ser bem menor do que acontece na Madeira - onde é a Festa por excelência -, com o 25 de Dezembro a pôr, lá, fim às celebrações, existem ainda 'motivos gastronómicos' que fazem a distinção. Desde logo pela 'obrigatoriedade' de haver bacalhau (com semilhas e muito azeite) na mesa da consoada. Mesmo assim, conquanto haja um traço comum, a ceia de Natal difere de terra para terra e, às vezes, até, de família para família. No entanto, sem carácter 'científico' nem desejo de exagero de pormenor, apresentamos um roteiro algo variado.

 
No Norte do país, por exemplo, o bacalhau cozido, couve, polvo com arroz, rabanadas, aletria, pinhões, figos, nozes são mais tradicionais. Já no Alentejo, a tendência vai, mais, para a carne de porco, arroz doce, filhós, sonhos, borrachões. Nos doces, no território continental há, ainda, a 'aposta forte' no bolo-rei, que na Madeira fica mais por altura dos 'Reis', como, de resto, respeita a sua origem.


Nos Açores, a consoada inclui canja, galinha assada recheada, alcatra, bolo de laranja, pão de fruta e bolos secos.


Enfim, aqui, ali e acolá, Natal é sempre Natal. Até porque, como diz o poeta, 'Natal é quando o Homem quiser'. E na Madeira, se nos permitem o sublinhado, é… uma festa! Ou melhor, 'A Festa'!.

...

Ver:    A Festa

O Natal e a Festa na Madeira

Na Madeira o Natal é a Festa

 
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