segunda-feira, 22 de março de 2010

O que muda na saúde dos EUA com a reforma de Obama

In "Jornal de Negócios Online":

Ontem, o Congresso aprovou a maior reforma social dos Estados Unidos desde a criação da Segurança Social (1935) e do Medicare (1965). Os republicanos poderão contudo ainda travar algumas das “correcções” votadas pela maioria democrata. A reforma da saúde está a poucos dias de ser promulgada por Barack Obama.

Antes da Reforma


Cobertura: 83%da população


Quase um em cada cinco norte-americanos não tem acesso a seguro de saúde, o que equivale a cerca de 54 milhões de pessoas. Apenas os muito pobres e os idosos são cobertos por sistemas públicos de seguro (Medicaid e Medicare, respectivamente). Os restantes dependem de planos privados, normalmente associados ao posto de trabalho. A classe média é fortemente penalizada: cerca de 60%dos casos de bancarrota de particulares nos EUA são justificados com custos de saúde.

Custo: $2,26 biliões por ano


Os EUA gastam por ano qualquer coisa como 2,26 biliões de dólares em saúde, ou seja, cerca de 16%do PIB. Isso significa que, por habitante, gastam mais que qualquer outra economia desenvolvida e, mesmo assim têm dos piores sistemas de saúde. São por, exemplo, entre as economias ricas, o país com maior taxa de mortalidade infantil e menor esperança média de vida.


Défice: crescente e insustentável


O actual sistema está claramente subfinanciado. Preços demasiado altos – quando comparados com a Europa, por exemplo – dos medicamentos e serviços médicos prestados, aliados a impostos relativamente baixos criam um desequilíbrio orçamental considerado insustentável pela generalidade dos analistas.


Regras: seguradoras dominam


Neste momento as seguradores podem restringir o acesso a pessoas doentes ou com um histórico clínico complicado ou exigir prémios muito elevados nomeadamente às mulheres, por causa da gravidez. As empresas também não têm qualquer incentivo ou penalização por oferecerem seguros de saúde.

Depois da Reforma


Cobertura: 95% da população


O alargamento do acesso pelos mais pobres a seguros de saúde (através do sistema “Medicaid”) pagos pelo orçamento público é a principal medida a explicar o alargamento do acesso a protecção na saúde a 32 milhões de norte americanos. Ainda ficarão “de fora” cerca de 23 milhões. A cobertura subirá para 95% da população. O Governo ajudará também as famílias, que não sendo pobres (que ganhem 88 mil dólares por ano), têm dificuldades em pagar um seguro de saúde.

Custo: 940 mil milhões em 10 anos


Segundo as estimativas do “Congressional Budget Office”, esta proposta de reforma fará o custo do sistema de Saúde crescer 940 mil milhões de dólares até 2020, que será pago através de poupanças com cortes e reajustes em programas federais (baixando os custos com o Medicare) e com recolha de novas receitas fiscais. Durante a próxima década, novas taxas (num total de 108 mil milhões de dólares) vão cair sobre seguradoras, empresas fabricantes de medicamentos e dispositivos médicos. Já as pessoas que ganham mais de 250 mil dólares por ano vão pagar mais taxas para o “Medicare” e verão os impostos subirem.


Défice: corte de 138 mil milhões em dez anos


Um aumento dos impostos sobre o rendimento, um imposto sobre os seguros de saúde mais caros (incentivando os mais baratos) e sobre as empresas que não oferecem seguros de saúde são três das medidas centrais de financiamento adicional do sistema de Saúde. Segundo o “CBO” o défice da Saúde diminuirá em cerca de 130 mil milhões entre 2010 e 2019.


Regras: maior controlo público


As seguradoras deixam de poder recusar a concessão de um seguro a pessoas com mau historial médico, e ficam limitadas nos preços que podem cobrar. As empresas que não ofereçam seguros de saúde aos seus funcionários serão penalizadas com uma taxa para financiar o sistema, que pode subir aos três mil dólares por trabalhador. O mesmo se aplicará às pessoas que optarem por ficar de fora. Por contraponto, serão atribuídos benefícios às empresas que garantam assistência aos seus trabalhadores.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Tragédia na Madeira - 32 mortos confirmados e 68 feridos

In "RTP Noticias":

Trinta e duas vítimas mortais confirmados pelo Governo Regional, 68 feridos internados no Hospital Dr. Nélio Mendonça, dezenas de carros arrastados, inúmeras inundações em casas, lojas e grandes edifícios públicos. É este o actual balanço do temporal que atinge o arquipélago da Madeira desde a madrugada de sábado.

O presidente da Câmara do Funchal, Miguel Albuquerque, informou que as situações mais graves têm ocorrido nas zonas altas do concelho do Funchal e, também, no concelho da Ribeira Brava.

No Serviço de Urgências do Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, deram entrada, até às 17h00, 63 feridos, dois dos quais em estado grave, de acordo com o responsável clínico da instituição.

Pedro Ramos, o director clínico e o Presidente do Serviço de Saúde da Madeira, Miguel Ferreira e Almada Cardoso, fizeram o primeiro balanço da situação.


Estes responsáveis garantiram que existe um plano de resposta hospitalar para emergências externas com vítimas que abrange diversos níveis e que "foram todos activados".


"Temos neste momento 63 pessoas que deram entrada no serviço de Urgências com os mais variadíssimos problemas e que obrigou o Hospital a activar todos os níveis de resposta à catástrofe", disse Pedro Ramos.
Destes casos, "apenas duas situações merecem a atenção do bloco operatório, da especialidade de ortopedia e que estão em condições de serem submetidas à intervenção cirúrgica de que necessitam".


No que diz respeito aos feridos, "alguns casos são de hipotermia, pessoas que ficaram soterradas ou foram arrastadas nas enxurradas, pequenas feridas, a maior parte são situações de baixo risco que só vão ficar até domingo por questão de segurança e é difícil regressarem aos seus lares", de acordo com aquele responsável clínico.


"A situação está toda controlada, as equipas de intervenção do Bloco e várias especialidades, todos os colegas, responderam ao apelo de virem para o Hospital e estão de prevenção", garantiu Miguel Ferreira.
As equipas de enfermagem estão super-reforçadas e o pessoal de todos os sectores deram um "apoio excepcional para uma eventualidade de socorro", acrescentou.

 
Reunião de urgência do Governo Regional

O Governo Regional reuniu-se de emergência na sede do serviço regional de proteção civil onde fez o primeiro balanço dos prejuízos causados pelo mau tempo que está atingiu a ilha e em particular a cidade do Funchal.


Na baixa do Funchal a população viveu momentos de pânico. As águas das ribeiras ultrapassaram os muros de protecção e galgaram as principais pontes da cidade, como na Ponte do Bazar do Povo, a ponte do mercado (que desabou parcialmente) e a ponte junto ao edifício Dolce Vita, onde as águas ameaçam destruir uma rotunda ali construída recentemente.

As zonas altas da Madeira foram as mais atingidas com a chuva persistente a provocar derrocadas nos Moinhos, Três Paus, Trapiche (onde morreu uma senhora idosa alarmada com o desabar do telhado da sua casa provocado pela queda de uma grua).


A baixa da cidade está intransitável ao trânsito automóvel, com a Avenida do Mar e a zona velha da cidade completamente alagadas bem como a Avenida Arriaga, a rua Fernão de Ornelas.


O shopping Dolce Vitta foi evacuado e o parque de estacionamento de vários andares está completamente inundado. O mesmo ocorreu no Centro Comercial do Anadia, onde a água transbordou no estacionamento.
A via rápida Ribeira Brava - Machico está interrompida em variadíssimos pontos, pelo que a circulação está praticamente intransitável. 

O presidente do Governo Regional da Madeira anunciou que a prioridade do executivo regional é repor tudo como estava mesmo que isso implique suspender e adiar obras planeadas e previstas no programa do Governo.

Um dos principais problemas com que os madeirenses estão confrontados são as comunicações cortadas em muitos locais devido ao aluimento de terras e onde Jardim anunciou já estar criada uma "task force" pela PT no sentido de a mais breve trecho as repor em pleno funcionamento.

As vias de acesso, outra das prioridades do executivo, têm de ser rapidamente reabertas, com as pontes que cairam a serem substituidas numa primeira fase por pontes provisórias cedidas e colocadas pelas forças de engenharia do exército português.

Aos muitos desalojados Alberto João Jardim deixou uma palavra de incentivo ao anunciar que já foi decidido lançar um concurso rápido que vise o realojamento de todos os que devido ao mau tempo se viram sem casa para habitar.

O governo regional fará entretanto, um balanço com uma extensa "memória descritiva" para que fundamentadamente possa junto dos órgãos da União Europeia em Bruxelas, solicitar apoios financeiros para a reconstrução.

No que toca à segurança, PSP garantirá que nas zonas mais atingidas não haja um aumento das actividades criminais e procederá ao apoio dos automobilistas na escolha de vias rodoviárias alternativas às encerradas.

Não tendo ainda tomado qualquer posição em relação à eventual abertura das aulas na segunda-feira, o governo regional está no entanto, sensibilizado para a necessidade de que os madeirenses tenham confiança para se poderem apresentar nos seus locais de trabalho com a garantia de que os ses filhos ficam nas escolas.

Jardim que considerou que nestes momentos não há a hipótese de "se brincar às politicas" e seria mesmo criminosos que seja quem fosse o fizesse, anunciou a solidariedade da Presidência da República e do Governo que disse para além de disponibilizar apoios financeiros, levava para o território meios humanos especializados tais como bombeiros e engenheiros militares para ocorrer ao imediato nas necessidades da ilha.

Curral das Freiras isolada

Curral das Freiras, freguesia do concelho de Câmara de Lobos, está isolada desde a manhã de acordo com o presidente do município local, Arlindo Gomes.


A grande preocupação das autoridades, neste momento, é saber a situação dos cerca de quatro mil habitantes de Curral das Freiras.


"Não temos um ponto da situação do que se passará nesta freguesia porque está completamente isolada", indicou Arlindo Gomes.


Aquela freguesia situa-se "numa zona muito montanhosa e muito acidentada" da ilha, pelo que "existe algum receio que possam haver situações menos agradáveis", adianta o autarca.


"Estão no terreno todos os meios disponíveis" garante, incluindo de empresas privadas que estão a colaborar com o município de Câmara de Lobos na desobstrução de alguns caminhos.


"Há muitas casas e estradas completamente destruídas, mas, neste momento, não tenho informação de vítimas mortais" no concelho, disse o autarca.

O pior já terá passado

O Instituto Nacional de Meteorologia, diz que "o pior já terá passado" e prevê que a tarde não seja tão pluviosa como foi a manhã, designadamente entre o período compreendido entre as 09h00 e as 10h00 horas da manhã, período em que choveu 52 milímetros no Funchal e 58 milímetros no Pico do Areeiro, segundo ponto mais alto da Região.


Os ventos muito fortes que chegaram a atingir os 100 quilómetros das zonas altas e a forte ondulação marítima contribuiram para o agravamento da situação.

Governo agarante apoio às vítimas

O primeiro-ministro, José Sócrates, declarou estar "absolutamente consternado" com a destruição e as vítimas mortais provocadas pelo temporal que assola a Madeira adiantando que o Governo "tudo fará" para apoiar esta região autónoma.


"Estou absolutamente consternado e desolado com as imagens que pude observar sobre as consequências do temporal na Madeira", declarou José Sócrates, à margem da reunião da Comissão Nacional do PS.
O líder do governo central expressou "toda a solidariedade ao Governo Regional da Madeira, à Câmara Municipal do Funchal" e garantiu que da parte do seu executivo haverá "toda a disponibilidade do Governo da República para cooperar na resposta à situação".


"Quero expressar a minha solidariedade, a minha profunda mágoa e deixar uma palavra de coragem a todos aqueles que foram afectados", disse.

Sócrates vai à Madeira

O primeiro-ministro José Sócrates, acompanhado do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, partirá de avião para a Madeira logo que as condições climatéricas permitam que o avião aterre nesta região autónoma. O ministro da Administração Interna sairá de Lisboa do Aeroporto militar do Figo Maduro no Falcon e fará escala no aeroporto Sá Carneiro onde apanhará o primeiro-ministro que participou durante a tarde num encontro com militantes do Porto do PS enquanto secretário-geral do partido rumando depois para a Madeira onde aterrará logo que as condições climatéricas o permitam.


"É um sinal claro que estamos com os madeirenses neste momento difícil. Tudo faremos para que a resposta à situação seja encontrada numa cooperação entre os governos da República, da Região Autónoma e da Câmara do Funchal", frisou José Sócrates.


O Instituto de Meteorologia elevou para Vermelho o nível de alerta para a Madeira, o máximo.

Açores apoiam

Começam a chegar entretanto ao Governo regional da Madeira missivas de apoio dos mais variados quadrantes.

Depois de o Governo pela voz do primeiro-ministro, José Sócrates, ter garantido todo o apoio da governo central, também Carlos César líder do governo regional da outra região autónoma portuguesa, os Açores, fez chegar a Alberto João Jardim uma mensagem de consternação e apoio.

Para além, de disponibilizar a sua colaboração e solidariedade pessoal e institucional para fazer face ao mau tempo na ilha da Madeira, Carlos César afirma-se "consternado" com as consequências das fortes chuvas que assolam o arquipélago da Madeira e que já provocaram, pelo menos, cinco vitimas mortais, vários feridos e danos materiais avultados.


"Quero, por este meio, deixar-lhe a expressão da minha solidariedade pessoal e institucional e lamentar as vítimas mortais e danos ocorridos", escreve o Presidente do Governo Regional dos Açores na carta.


Carlos César solicitou ao seu secretário Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos para que contactasse o homólogo madeirense visando oferecer a colaboração do Governo açoriano "em tudo o que for considerado útil".

Situação evidencia erros de ocupação do território - denuncia a Quercus


A Quercus vem na sequência dos últimos trágicos acontecimentos na Madeira, denunciar que o caos provocado pelas fortes chuvas no arquipélago é também "consequência dos inúmeros erros de ocupação do território" que se têm vindo a registar ao longo dos anos naquela ilha.


"É uma situação que obviamente decorre da forte pluviosidade. Mas existem inúmeros erros de ocupação do território que se têm vindo a registar ao longo do tempo e que agora demonstram as suas consequências", afirmou Hélder Spínola, dirigente nacional da Quercus.


O dirigente nacional da organização ambientalista, que está na Madeira, lamentou o facto de "os cenários mais graves" para os quais várias entidades, incluindo a Quercus, alertaram se estejam a confirmar.


A "situação catastrófica" que se vive actualmente no Funchal e em alguns concelhos limítrofes devido às fortes chuvas é também uma consequência das "construções junto aos leitos das linhas de água, dos lixos, terras e entulhos que têm sido despejadas dentro das ribeiras e da impermeabilização cada vez maior dos solos", diz Hélder Spínola.


"Estes são factores que agora nesta situação mais delicada acabam por significar, infelizmente, perdas de vidas humanas e uma destruição enorme de bens materiais", criticou.

As "ribeiras estão quase todas a galgar, há pontes destruídas e muitos carros arrastados", explica o dirigente da organização ambientalista.


Para a Quercus é fundamental que "de agora em diante se faça uma revisão da forma como ordenamos o território" e se assegure que "tudo não continue na mesma, como já aconteceu no passado". Por outro lado, é preciso "repensar a estratégia que tem vindo a ser seguida de ocupar os espaços, independentemente de eles estarem em zonas de risco", continua.


"É fundamental que não se continue a fazer isso. Existem situações que vêm de erros do passado, mas presentemente continuam a ser desenvolvidas obras e construções nessas mesmas circunstâncias", criticou.

Ver:

Há pelo menos 32 mortos de 60 feridos:

Presidente da República fala em "castástrofe" na Madeira:

RTP- Madeira emite permanentemente para levar aos madeirenses notícias da tragédia:

Imagens de video-amadores ilustram a tragédia madeirense:


Madeira em alerta Vermelho - RtpMadeira:

Mau tempo na madeira (subida para o santo da serra):


TELEJORNAL RTP MADEIRA 20-02-2010:

Actualização 21-02-2010:

Actualizado para 42 o número de vítimas mortais

Parque de estacionamento de centro comercial causa preocupação

Aberto o acesso ao Curral das Freiras:


A tragédia na Madeira foi relatada pelo mundo fora:

Os erros urbanísticos podem estar na lista de razões mais fortes, para a dimensão da tragédia:

Uma das zonas muito afectadas foi a Ribeira Brava:

Um morto no Curral das Freiras:

Imagens aéreas mostram desastre na Madeira:

Imagens enviadas pelos habitantes da Madeira:

Death toll rises after mudslides on Portuguese island:

(CNN) -- At least 40 people were killed and 120 injured by flash flooding and mudslides on the Portuguese island of Madeira, the local civil protection agency said Sunday.

Choveu bastante nos últimos tempos:

Apoiar as famílias é a maior urgência:

A maior catástrofe em 100 anos na Madeira

Decretados três dias de luto nacional e anunciado Conselho de Ministros extraordinário

PT restabeleceu 85 por cento das comunicações

Histórias de tempestades

As zonas mais afectadas pelo temporal:

Na Ribeira Brava a ribeira vai agora mais calma:


O turismo tenta passar ao lado da desgraça:

Imagens que ninguém vai esquecer:

Actualização em 23-02-2010:

Meios militares reforçados na Madeira:

Especialistas adiantam explicações para a situação da Madeira:

Fragata da Armada chegou à Madeira:

Brigada Cinotécnica da GNR conduz buscas na Madeira:

Recuperação emocional na Madeira pode levar três anos:

Vaga de solidariedade atravessa a Madeira:

Militares apoiam famílias na Madeira:

Novas imagens da tempestade na Madeira:

Ruas do Funchal aguardam recuperação:

Meios de salvamento reforçados na Madeira:

Encontradas mais quatro vítimas, governo regional mantém 42 mortos

PJ está a colaborar na identificação dos corpos

Mergulhadores procuram vítimas na marina do Funchal

Curral das Freiras volta a estar isolada

Parques de estacionamento sem mortos

Número de desaparecidos reduz-se para 13

Equipas cinotécnicas procuram corpos no túnel da Meia Légua

Encontrados mais dois corpos na Ribeira Brava

Comércio da Madeira com prejuízos de €10 milhões

Alberto João Jardim anuncia construção de túnel rodoviário

Registo oficial de 42 mortos e 600 deslocados

   

Actualização em 24-02-2010:

Cavaco Silva ficou impressionado:

Um menino de 9 anos recorda a tragédia da Madeira de forma muito especial:

Mergulhadores da Marinha voltaram a mergulhar em busca de corpos:

Adensou-se nas últimas horas a dúvida sobre o número real de vítimas do mau tempo na Madeira:

Forças Armadas explicaram ao seu comandante chefe em detalhe as operações:

A chuva intensa vai voltar à Madeira a partir de amanhã com agravamento na noite de sexta para sábado:

Actualização em 26-02-2010:

Imagens revelam força das águas que esventraram a Madeira:

Baixa do Funchal ainda está repleta de escavadoras:

Imagem da Nossa Senhora da Conceição transportada para outra igreja:

Alojamentos provisórios no Quartel do Funchal:

Especialistas dizem que a tragédia madeirense era previsível:

Tragédia na Madeira: Um desastre já anunciado há dois anos:

Alberto João Jardim promete "reconstruir" a Madeira:

Idosos da Madeira isolados pela tempestade:

Operações de limpeza decorrem com alerta de mau tempo:

 

Número de mortos confirmados subiu para 41

Reconstrução na Madeira pode demorar dez anos e custar mil milhões

Prejuízos na Madeira atingem 1,4 mil milhões de euros:

A primeira estimativa oficial dos prejuízos causados na Madeira pelo temporal de sábado passado já foi feita, em 1,4 mil milhões de euros, pelo Governo Regional da Madeira. O número de mortos é agora oficialmente de 42.
Em comunicado emitido há pouco após a reunião da tarde do conselho do Governo Regional, o executivo madeirense adianta que: “o valor apurado na sequência do primeiro levantamento efectuado ascende a 1,4 mil milhões de euros”. Esta é a primeira estimativa a constar nos “briefings” diários que o Executivo tem feito desde domingo passado. Os valores não foram descriminados.
O número de mortos elevou-se hoje aos 42, face a 41 de ontem, mantendo-se as pessoas internadas em 18 e registando-se uma redução da lista de desaparecidos, que é agora de composta por oito nomes.


Serviços públicos retomados na segunda-feira


Apesar dos alertas de mau tempo para esta madrugada, sem “razões para alarme”, adianta o comunicado oficial, o Governo estima que “a partir da próxima segunda-feira, todos os serviços públicos retomaram o seu funcionamento normal”. Durante esta semana, recorde-se, o serviços públicos estiveram com a actividade mínima necessária e possível.
Já quanto às restantes escolas que ainda não foram reabertas, “a informação será avançada no próximo domingo pela Secretaria Regional da Educação”.
No trânsito haverá condicionamentos nas próxima 48 horas, já que para este fim-de-semana “foram dadas instruções, pelo Governo Regional, à PSP, quanto ao trânsito automóvel para manter interdito o acesso aos locais sinistrados, a fim de evitar a perturbação das operações em cursos”.
Na comunicação de hoje de manhã, o Executivo madeirense avançou que a Secretaria Regional de Equipamento Social, como entidade coordenadora dos trabalhos nas várias autarquias envolvidas, tem no terreno 110 máquinas e 250 camiões para as operações de limpeza das ribeiras e estradas.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Dia Nacional do Sargento

Em 31 de Janeiro comemora-se o aniversário da primeira revolta republicana que teve por objectivo a implantação de república em Portugal.

Em comunicado a ANS, explica que: “Todos os anos, prestamos a nossa homenagem à gloriosa e heróica geração de 1891, não deixando cair no esquecimento, como desde então os sucessivos governantes procuram faze-lo, o grito de liberdade e de resgate da honra da Pátria, então gritada a plenos pulmões pela população do Porto com os nossos camaradas à frente.

Foi pela acção decisiva dos Sargentos na preparação da Revolta, no eclodir da mesma, pelo seu sacrifício sem limites, pela forma sublime como se comportaram na adversidade da derrota, pelo elevado sentido patriótico e nobreza de princípios, que a actual geração de Sargentos de Portugal decidiu tornar o dia 31 de Janeiro, no “DIA NACIONAL DO SARGENTO”.

Ver:

ANS - Associação Nacional de Sargentos

31 de Janeiro - Dia Nacional do Sargento

Dia Nacional do Sargento comemorado no Entroncamento

"Sargentada"até certo ponto:

A Associação Nacional de Sargentos adquiriu os direitos do título "O Sargento", proibido na sequência da revolta de 1891. Assim se chama, desde 1991 (ano do centenário do 31 de Janeiro), o órgão oficial daquele organismo. E é enquanto classe unida que, porventura, mais importa lembrar os sargentos daquele tempo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Nove pescadores sobrevivem a naufrágio

In "DN":

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Uma embarcação naufragou, hoje cerca das 06.00, ao largo da Figueira da Foz, com nove homens a bordo. Os pescadores foram resgatados pela Força Aérea de helicóptero.

Os nove homens são naturais das Caxinas, Vila do Conde, e andavam à pesca do espadarte. Têm entre 22 e 50 anos. No regresso ao porto de Aveiro terão tido problemas com o barco, que acabou por naufragar, adiantou o presidente da câmara de Vila do Conde à Lusa.

A Marinha mobilizou para o local do acidente uma corveta, um helicóptero da Força Aérea e o navio mercante. Perto das 06.00 o navio mercante localizou a 200 milhas da Figueira da Foz, duas embarcações com nove tripulantes, todos de origem portuguesa. Sete dos tripulantes foram resgatados pelo navio mercante e dois pelo helicóptero da Força Aérea.

Os sete naúfragos resgatados pelas balsas do navio serão levados de helicóptero para a base aérea do Montijo onde já se encontram os restantes tripulantes.

Segundo o tenente-coronel Paulo Gonçalves, da Força Aérea, "os dois pescadores resgatados durante a madrugada de hoje, de 31 e 34 anos, chegaram à Base Aérea do Montijo cerca das 09.00 da manhã. Estavam em hipotermia, mas agora estão bem e a descansar".

Os outros sete pescadores foram resgatados por um navio comercial, foram recolhidos por um outro helicóptero e chegaram à Base do Montijo às 13.30.

O naufrágio da embarcação deveu-se a um rombo no casco, segundo disse à Lusa fonte da Força Aérea. O tenente-coronel António Moldão, piloto do segundo helicopetero EH01 da Força Aérea, envolvido no resgate dos tripulantes, explicou que, devido a uma onda, "a embarcação ficou suspensa no ar e ao impactar na superfície da água, abriu-se um rombo no casco".

De acordo com o tenente-coronel, a tripulação terá descido aos porões para avaliar os danos e, nessa altura, cerca das 03.30 da manhã, lançado o pedido de ajuda.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Santo Tirso: Dor e emoção no adeus a militar

In "Correio da Manhã":

Fábio Nunes, o bombeiro na Base Aérea nº 6, do Montijo, que morreu num acidente de viação naquele local, na passada segunda-feira, foi esta quarta-feira a enterrar. No funeral do jovem de 21 anos, natural de Vilarinho, Santo Tirso, estiveram presentes centenas de pessoas.

Os colegas de trabalho prestaram uma última homenagem a Fábio ao participar activamente no funeral. No cemitério, os militares lançaram três salvas de tiros e fizeram continência ao passar o caixão.

Os gritos de desespero da família emocionaram todos os presentes. 'Ali vai o meu filho', chorava a mãe. O avô de Fábio teve que ser amparado por familiares. 'Ele era tão meu amigo', desabafava entre soluços.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Missão portuguesa parte para o Haiti

In "Correio da Manhã":

ca967162-b341-4feb-88dd-fecb0766bf67_738D42D9-134C-4FBE-A85A-DA00E83FDC20_EF0ADD99-F316-46B0-933D-C7195746CD3E_img_detalhe_noticia_pt_1 O avião C-130, responsável pelo transporte da missão portuguesa, com cerca de 30 elementos auxílio às vítimas do terramoto no Haiti descolou pouco depois das 17h00 do aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, rumo a Barbados, nas Caraíbas.

A Cruz Vermelha afiançou que a catástrofe humanitária provocada pelo sismo de terça-feira está a  mobilizar forte auxílio a nível internacional.

O voo da Força Aérea, inicialmente previsto para quinta-feira, e diversas vezes adiado esta sexta-feira, não vai directamente para o local da catástrofe, efectuando uma escala em Cabo Verde e uma outra em Barbados, onde irá esperar autorização para viajar para o Haiti.

A missão portuguesa é composta por um grupo do Instituto  Nacional de Emergência Médica (INEM), para a área de emergência médica e  acções de socorrismo e de pequena cirurgia, da Força Especial de Bombeiros  para a montagem, organização e funcionamento do campo, uma representante  do Instituto de Medicina Legal para aspectos relacionados com a medicina  forense, e ainda cinco membros da AMI.

A resposta portuguesa à catástrofe, que se traduz para já nesta missão que deverá prolongar-se por pelo menos sete dias, decorre da activação do  mecanismo europeu de protecção civil, por sua vez solicitado pelas autoridades do Haiti, afirmou o general Arnaldo Cruz, presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

De acordo com o general, a tarefa portuguesa imediata é montar um campo para os desalojados.

'A missão desta força portuguesa é montar um campo de desalojados para  alojamento de emergência e temporário e assegurar que o campo tem capacidade de resposta médica, prestação de primeiros socorros e algumas  acções de pequena cirurgia', referiu.

O apoio às vitimas deverá decorrer até 22 de Janeiro, sendo possível que o campo continue depois a ser utilizado, sob gestão da AMI.

BÜNDCHEN E MADONNA SOLIDÁRIAS COM VÍTIMAS

A top model Gisele Bündchen doou um milhão e meio de dólares (aproximadamente um milhão de euros) para apoiar o financiamento das vítimas do terremoto.

Também Madonna anunciou na sua página oficial da internet a doação de 250 mil dólares (173 mil euros), incentivando todas as pessoas a seguirem o seu exemplo de ajudar os mais necessitados.

“Todas as minhas orações estão com o povo haitiano. Nem consigo imaginar o sofrimento que eles estão a sofrer”, salientou a ‘rainha do Pop’.

Actualização:

Avião C130 da Força Aérea regressa a Lisboa devido a avaria num motor:

Uma avaria num motor obrigou hoje o avião da missão humanitária portuguesa para o Haiti a regressar a Lisboa, onde deverá aterrar pelas 23h00 no Aeroporto de Figo Maduro, informou fonte da Força Aérea.

A "avaria mecânica não muito grave num dos motores" do C-130 Hércules levou a que o piloto, "por precaução", optasse por fazer regressar a aeronave a Lisboa, de onde tinha descolado às 17:20, referiu o tenente-coronel Paulo Gonçalves, das Relações Públicas da Força Aérea Portuguesa.

"Trata-se de um simples problema, um dos motores não estava a ter o rendimento desejável para um voo de muito longo curso", disse, acrescentando que a avaria não podia ser reparada em Cabo Verde ou em Barbados, onde o avião iria fazer escala antes de aterrar no aeroporto da capital haitiana, Port-au-Prince.

A fonte não esclareceu quando é que a aeronave estará novamente em condições de voar.

No C-130 seguiam técnicos da Protecção Civil, bombeiros, médicos da AMI e do INEM e alguns jornalistas, incluindo dois da Lusa.

O Haiti foi atingido na terça-feira por um violento sismo, que provocou milhares de mortos e desaparecidos

Ver:

Haiti: Sismo foi 35 vezes mais forte do que bomba de Hiroshima:

Londres, 14 Jan (Lusa) - O sismo de 7 graus na escala de Richter que abalou o Haiti na terça-feira foi 35 vezes mais forte do que a bomba atómica lançada sobre Hiroshima no final da II Grande Guerra Mundial.

A afirmação é de Roger Searle, professor de Geofísica na Universidade de Durham, no Reino Unido, que comparou a energia libertada pelo sismo à explosão de meio milhão de toneladas de TNT.

Searle assinalou ainda que, apesar da magnitude do sismo, "a energia libertada foi uma centésima parte da do sismo que assolou Aceh, na Indonésia, em 2004".

 

60 segundos com impacto de 30 bombas atómicas

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Abalo 35 vezes mais forte do que bomba de Hiroshima:

O sismo de 7 graus na escala de Richter que abalou o Haiti na terça-feira foi 35 vezes mais forte do que a bomba atómica lançada sobre Hiroshima no final da II Grande Guerra Mundial.

A afirmação é de Roger Searle, professor de Geofísica na Universidade de Durham, no Reino Unido, que comparou a energia libertada pelo sismo à explosão de meio milhão de toneladas de TNT.

Searle assinalou ainda que, apesar da magnitude do sismo, "a energia libertada foi uma centésima parte da do sismo que assolou Aceh, na Indonésia, em 2004".

Pode prever-se um sismo?

O geofísico explicou à agência espanhola Efe que, "embora não seja possível prever a data de ocorrência de um sismo, pode saber-se onde vai ter lugar, já que a maioria se produz na junção das placas tectónicas".

"Ali, onde se encontram as placas tectónicas, cria-se uma complexa rede de falhas que permite prever qual se vai mover primeiro", explicou Searle.

De acordo com o Serviço Geológico Britânico, embora há 250 anos não se registasse um terramoto no Haiti, "sob o território há uma rede de falhas, que o tornam susceptível", sustentou ainda.

Problemas que Haiti enfrenta

Searle assinalou que todos os anos ocorrem, no mundo, 50 sismos com a mesma magnitude do que o que assolou o Haiti, embora não causem um tão elevado grau de destruição e morte por terem lugar longe de zonas densamente povoadas ou em lugares próximos às placas tectónicas, onde a construção é mais sólida, como no Japão ou na Califórnia (EUA).

O investigador considerou que a reconstrução de infra-estruturas como estradas, o abastecimento de água e energia, o restabelecimento das comunicações e a construção de hospitais são alguns dos "grandes problemas" com que o Haiti agora se depara.

 

Actualização 16-01-2010:

Avaria faz avião voltar para trás

Avaria no C-130 não põe em causa missão portuguesa ao Haiti

C-130 já retomou o caminho rumo ao Haiti:

A missão retomou a rota do Haiti este sábado, depois de resolvido o problema.

Violência domina Port-au-Prince

Olhos que sorriem no caos

Olhos que sorriem no meio do caos

Portugueses evacuados do Haiti querem regressar ao Algarve

Actualização:

Hillary Clinton visita Haiti

Haiti: Novo balanço dá conta de 200 mil mortos

Sismo no Haiti (TVI 24 Jornal Manhã 18JAN09):

Haiti: Ban Ki-moon pede mais polícias e militares

«Devemos ajudar o Haiti e não tentar ocupá-lo»

Haiti: portugueses já deram 250 mil euros à Cruz Vermelha

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Avatar Movie Trailer [HD]

In "Visao.pt":

Neurologistas alertam que filmes 3D podem prejudicar as crianças e a Comissão de Classificação de Espectáculos admite reclassificar Avatar para 12 anos.

Ver:

O filme do momento está a levantar polémica

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

'Peter' é o melhor bar do mundo para navegadores

In "DN":

O Peter - Café Sport, na Horta, Faial, foi eleito o melhor bar do mundo para navegadores, numa competição que pretende criar uma rede de pontos de referência para os marinheiros nas suas viagens pelo mundo.

Nesta primeira edição, o 'Peter' - como é vulgarmente conhecido - conquistou o primeiro lugar, deixando em segundo o Royal Hong Kong Yacht Club, enquanto a terceira posição foi conquistada pelo IYAC, em Newport, EUA.

    Na lista dos 10 melhores bares do mundo para navegadores encontram-se ainda locais em St. Barts, nas Ilhas Virgens Britânicas e nas Bermudas.

    O 'Peter' é uma referência para os velejadores de todo o mundo, que fazem deste bar um ponto de encontro e de troca de mensagens nas suas viagens.

    O bar está localizado nas imediações da Marina do Faial, a quarta mais visitada do mundo por embarcações de navegação ao largo, que recebe anualmente cerca de 1.200 embarcações.

A localização desta marina, com 300 pontos de amarração, oferece abrigo contra ventos de todas as direcções, o que a torna uma escala quase obrigatória para os veleiros que viajam entre as Caraíbas e o Mediterrâneo.

O concurso do melhor bar do mundo para navegadores, que se realizou pela primeira vez, é uma iniciativa da Wight Vodka, que já anunciou a intenção de passar a realizar esta iniciativa todos os anos, com o objectivo de definir pontos de referência para os navegadores que cruzam os mares do planeta.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Orçamento do estado para Defesa em 2010 vai aumentar

In "DN":

As reformas aprovadas no final da legislatura anterior na área das Forças Armadas, em especial na rubrica do pessoal, vai implicar um acréscimo na casa dos 100 milhões de euros num orçamento militar que foi superior aos 2200 milhões de euros em 2009. Outra área que será reforçada é a  das missões no estrangeiro, dadas as novas obrigações no Afeganistão.

As Forças Armadas vão ter "algum aumento" nas verbas do Orçamento de Estado (OE) para 2010, em resultado das reformas aprovadas no Verão e para sustentar as missões no estrangeiro, confirmou o DN junto de diferentes fontes.

Esta matéria foi já objecto de uma reunião do ministro da Defesa com os quatro chefes militares no passado dia 9 deste mês, em que Augusto Santos Silva lhes apresentou "os grandes números" e os deixou aparentemente satisfeitos, afirmou um oficial superior. Sobretudo quando os últimos anos lhes trouxeram cortes em linha com as restrições gerais.

Na base desse "ligeiro acréscimo" num orçamento superior a 2200 milhões de euros, apesar das restrições que se esperam já no OE2010 para controlar as contas públicas, estão essencialmente as reformas aprovadas no final da legislatura anterior em matéria de sistema retributivo: o aumento das despesas de representação de algumas funções de comando, o acréscimo no suplemento da condição militar e a colocação dos militares na grelha remuneratória da Função Pública.

Por si só, esta última medida não implicará quaisquer aumentos salariais. Porém, sempre que um militar for promovido, depois de ter "luz verde" dos ministros da Defesa e das Finanças, arrastará consigo a promoção automática de todos os militares mais antigos no mesmo posto - o que tem levado muitos responsáveis, nomeadamente as associações socioprofissionais, a sustentar que "ninguém sabe" o valor do envelope financeiro associado a essas novas regras.

Em termos de números, o único coincidente ouvido junto de várias fontes diz respeito "ao funcionamento" (leia-se, basicamente de pessoal) das Forças Armadas: "10%", que corresponderá, em números redondos, a cerca de 120 milhões de euros (tendo como referência os 1200 milhões orçamentados nessa área em 2009).

No caso das missões no estrangeiro, rubrica em que foram orçamentados 70 milhões de euros para 2009 (mais 12 milhões do que no ano anterior), o aumento não quantificado pelas fontes está relacionado com o aumento do contingente destacado no Afeganistão. Com praticamente uma centena e meia de soldados já em Cabul, Portugal vai enviar outra centena e meia - uma companhia de comandos e alguns controladores aéreos tácticos - em meados de Janeiro de 2010. Quanto à provável redução do contingente no Kosovo, no Outono, não terá ainda efeitos orçamentais significativos, já que será necessário financiar a retracção dessa força.

Por outro lado, a entrada ao serviço de novos sistemas de armas - submarinos, fragatas, viaturas blindadas - impõe novas exigências orçamentais, observou uma das fontes, dada a maior sofisticação tecnológica desses meios e a fase de sobreposição que existe sempre entre as missões a cargo dos equipamentos a substituir e as dos que começam a operar (como tem sido o caso dos aviões de transporte C295).

O aumento dos números no orçamento da Defesa também vai reflectir uma medida não aplicada nos anos anteriores: a obrigatoriedade dos ramos não suborçamentarem as verbas com pessoal, enfatizou uma das fontes políticas.

Quem vai sair a perder é o orçamento para os órgãos centrais do Ministério da Defesa, face à redução de cargos dirigentes e à reestruturação de serviços impostos pela recente reforma orgânica, assinalaram outras fontes.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Trailer do filme "Sexo e a Cidade 2"

O filme "Sexo e a Cidade 2" estreia em 2010:

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Governo suspende corte das pensões militares

In "PUBLICO.PT":

288388 A nova equipa do Ministério da Defesa suspendeu um dos polémicos artigos do regime remuneratório dos militares – aprovado ainda pelo ex-titular da pasta, Nuno Severiano Teixeira – que previa um corte nas pensões dos efectivos. O objectivo é travar a saída de muitos militares que pediram para passar à reserva até ao final do ano, para evitarem a redução que entraria em vigor em Janeiro, noticia o “Diário de Notícias”.

Em causa está a aplicação do artigo 15º desse novo regime remuneratório dos militares e que deveria entrar em vigor já no próximo dia 1 de Janeiro. O artigo estabelecia que os militares na reserva só teriam direito ao suplemento da condição militar e aos subsídios de "perigosidade, insalubridade, risco e desgaste" se essas funções forem exercidas no último posto das respectivas carreiras.


Uma regra que provocaria uma grande redução dos suplementos, em especial para aqueles militares que, no fim de carreira, já não estão em condições de desempenhar as funções com mais exigência física. Além disso, o montante das remunerações na reserva seria reduzido pois os militares ficariam vinculados ao desempenho efectivo de funções e não à contagem de tempo.


Segundo o mesmo jornal, um despacho interpretativo do secretário de Estado Marcos Perestrello acaba com estas dúvidas, pelo menos até haver regulamentação, para que não se criem injustiças entre os que passam à reserva este ano ou nos seguintes.


O documento tinha sido aprovado a 20 de Agosto deste ano com a assinatura do primeiro-ministro e dos secretários de Estado Adjunto e do Orçamento, Emanuel Augusto dos Santos, e da Defesa, João Mira Gomes, tendo sido promulgado pelo Presidente da República a 2 de Outubro e publicado a 14.

Ver:

Governo trava corte nas pensões militares:

Ministro da Defesa Augusto Santos Silva e o general Valenca Pint A nova equipa do ministério suspendeu um artigo do criticado regime remuneratório dos militares, aprovado pelo ex-ministro Severiano Teixeira. O objectivo é evitar a passagem à reserva, até ao final do ano, de muitos militares que trabalham em áreas operacionais. Os pedidos acumularam-se para evitar a redução das pensões, que entrava em vigor em Janeiro.

O Ministério da Defesa aprovou um despacho que deverá evitar a saída das fileiras, até ao próximo dia 31, de muitos militares que a requereram depois de aprovado o novo sistema retributivo, revelaram ontem fontes militares ao DN.

Em causa está a aplicação do artigo 15º desse novo regime remuneratório dos militares - entra em vigor no próximo dia 1 de Janeiro de 2010 - e que define a forma de cálculo da pensão dos militares na situação de reserva.

Na prática, o artigo tinha um efeito restritivo sobre essas pensões, estabelecendo que os militares na reserva só terão direito ao suplemento da condição militar e aos de "perigosidade, insalubridade, risco e desgaste" (que não estão regulamentados, frisou a Associação Nacional de Sargentos) se essas funções forem exercidas no último posto das respectivas carreiras.

Essa alínea, segundo as mesmas fontes, produz efeitos negativos a vários níveis. Primeiro, "provocará uma redução substancial" dos suplementos a receber, pois muitos desses especialistas (dada a dureza dessas funções) já não as desempenha no final da carreira - como é o caso dos pilotos-aviadores ou dos submarinistas. Depois, ao vinculá-los ao desempenho efectivo de funções e não à contagem de tempo (que podia ir até aos 40%), impede que um militar com 26 anos de serviço efectivo deixe as fileiras a receber suplementos correspondentes a 36 anos de tempo de serviço efectivamente contado - o que reduz o montante das remunerações na reserva. A opção alternativa é obrigar os militares a estar mesmo 36 anos em "exercício efectivo de funções", para receber o total desses suplementos.

Segundo fontes militares, o despacho interpretativo do secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, elimina as dúvidas existentes nas fileiras, ao suspender a aplicação daquele artigo - pelo menos até que esteja regulamentado, mantendo em vigor a interpretação actual. Tal poderá ocorrer com a publicação do diploma sobre os referidos suplementos de risco ou perigosidade, entre outros, que ficou de fora do novo sistema remuneratório.

Na prática, a medida pode evitar também uma "situação de injustiça" entre os militares que passam à reserva até ao fim deste ano e os que o fizessem nos anos seguintes (a partir de 2010).

O Ministério da Defesa, contactado pelo DN, não respondeu até ao fecho da edição.

Já o presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), coronel Alpedrinha Pires, reconheceu que a decisão do Ministério evitará que "sejam afectados os recursos humanos essenciais à operacionalidade" dos três ramos - que poderiam escassear, caso os pedidos de reforma fossem todos aprovados.

Submarinistas, mergulhadores ou controladores são algumas especialidades operacionais onde houve um número substancial de pedidos para sair entre militares a quem os ramos já não podiam impedir a passagem à reserva.

O novo regime remuneratório dos militares, publicado em Outubro, foi um diploma sistematicamente arrasado pelas associações militares e pelos próprios ramos das Forças Armadas.

Segundo as fontes do DN, o próprio chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) elaborou recentemente um "volumoso dossier" sobre o assunto para discussão com o novo ministro Augusto Santos Silva. A Associação Nacional de Sargentos, na recente audiência com o governante, entregou-lhe também um documento sobre o caso.

A indefinição criada foi tal que, num dos documentos internos da Armada, a que o DN teve acesso, se fez um apelo: "As respostas a obter em sede própria terão que ser necessariamente numa linguagem clara (evitando linguagem jurídica exotérica) e susceptível de ser devidamente compreendida por toda a guarnição, que obviamente não possui formação jurídica consentânea."

Marinha em risco de perder submarinistas

In "DN":

 Documento da Marinha indica que "um número significativo" dos 128 efectivos das guarnições do 'Barracuda' e do 'Tridente' quer sair até ao dia 31.

Os submarinistas da Armada são uma das especialidades onde "um número significativo" de militares "em situação de poderem passar à reserva", até ao fim do ano, "já manifestou a sua vontade de o fazer", diz um documento interno do ano a que o DN teve acesso.

"É importante referir que cerca de 100% das praças e sargentos e 70% dos oficiais veio forçada para a especialização de submarinos, apesar de todos os incentivos criados pela Marinha e que a maioria destes realizou longas comissões de embarque em condições penosas de insalubridade e de perigo", lê-se no texto. Note-se que a Armada tem, segundo dados oficiais, 128 militares submarinistas: 23 oficiais, 47 sargentos e 58 praças.

"É importante dar conhecimento superior que existe um sólido sentimento de injustiça, generalizado, nos submarinistas e mergulhadores contra um Estado que altera a relação entre deveres e recompensas, depois dos deveres já terem sido realizados e antes de se poderem usufruir plenamente das recompensas prometidas", ambiente que fomenta "uma degradação da motivação, coesão e disciplina" desses efectivos, alerta o mesmo documento.

Entre as razões de queixa dos submarinistas está a redução, de 40% para 15%, no diferencial do cálculo da contagem de tempo de serviço entre eles e os das restantes especialidades da Armada. Acresce que a recente imposição dos 36 anos de serviço e 55 anos de idade para passar à reserva fez com que esse aumento de tempo de serviço "deixasse de ter qualquer significado prático".

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Sismo de 6.0 na escala de Richter sentido em Portugal

In "Económico":

A terra tremeu esta madrugada em Portugal. O sismo de magnitude 6 na escala de Richter foi sentido em todo o território, mas não causou danos.

O abalo, que durou dois minutos, aconteceu às 1h37, e teve o seu epicentro no mar, a 30 quilómetros de profundidade, a 185 quilómetros de Faro e a 265 quilómetros de Lisboa, segundo o 'site' de geofísica dos Estados Unidos (USGS - United States Geological Survey).

Entretanto o Instituto de Meteorologia registou mais 11 réplicas, mas todas de menor intensidade.

O ministro da Administração Interna esteve na sede da Autoridade Nacional de Protecção Civil para acompanhar a situação e já considerou que o sismo de hoje acabou por ser um bom teste para a prontidão da protecção civil.

"Podemos concluir que não há registo de danos pessoais nem de danos materiais. Podemos concluir que houve depois algumas réplicas de menor intensidade e que o sistema funcionou mais uma vez bem, com um volume de consultas muito significativo a seguir ao sismo, e com uma boa comunicação entre os responsáveis", afirmou Rui Pereira, citado pela RTP.

"Foi um teste mais uma vez para a prontidão da protecção civil e esperamos que todas as situação reais não passem de testes destes, que não haja danos a verificar nem a lamentar no futuro", acrescentou.

Ver:

Sismo de 6.0 na escala de Richter:

Sismo não causou vítimas nem danos estruturais:

sismo Desde o primeiro abalo, às 01h37, até à 16ª réplica do sismo ocorrido esta madrugada em Portugal continental, não há qualquer registo de vítimas ou danos estruturais, segundo o último balanço feito pela Autoridade Nacional de Protecção Civil. Com uma magnitude de 6.0 na escala de Richter, o abalo foi registado na rede sismológica dos Açores três minutos depois de ter ocorrido e sentido no sul de Espanha e ligeiramente em Madrid.

 

 

Foi classificado pelo presidente do Instituto Nacional de Meteorologia como o maior sismo registado desde 1969 em Portugal. Adérito Serrão sublinhou, em declarações à Lusa, que o abalo foi de “forte intensidade, mas não causou estragos, não danificou estruturas” nem causou vítimas.

Com a duração de alguns minutos, mas sentido apenas por alguns segundos por muitos portugueses, o sismo teve o epicentro no Oceano Atlântico, a 185 km de Faro e a Oeste de Gibraltar. O abalo foi sentido um pouco por todo o país, mas foi na região sul que foi registado com mais intensidade.

A Protecção Civil do Algarve avançou que recebeu dezenas de chamadas telefónicas e muitas pessoas com receio das réplicas do sismo foram para a rua. No Alentejo, o cenário repetiu-se, mas sem registo de quaisquer incidentes com gravidade. Em Lisboa e no Porto também houve relatos sobre o abalo, mas nenhum sobre a ocorrência de danos.


A Protecção Civil tem estado a monitorizar toda a informação e deverão ocorrer avaliações locais, na sequência de alertas das populações, das câmaras ou dos serviços municipais de protecção civil.


O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, deslocou-se entretanto às instalações da Protecção Civil, em Lisboa, para se “inteirar de todo o processo”.


O sismo foi ainda registado pela rede sismológica dos Açores três minutos depois de ter ocorrido, sem ter sido sentido pela população. Segundo o Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos, foi assinalado naquele arquipélago às 00h40 locais (01h40 em Lisboa).


O abalo chegou a sentir-se em Espanha. Fonte do Instituto Geográfico Espanhol confirmou à Lusa que recebeu notificações de vários pontos do país de pessoas que confirmaram ter sentido o abalo, com maior intensidade no sul do país. Relatos de residentes na Andaluzia, sul do país, deram conta de terem sentido o abalo com “bastante força” no interior de edifícios, que em alguns casos chegaram a abanar durante alguns segundos.

 

Sismo desta madrugada foi o maior em 40 anos e já teve 16 réplicas

Abalo foi o maior sentido em Portugal nos últimos 40 anos

E se o sismo de ontem tivesse sido em terra?

 
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