domingo, 18 de outubro de 2009

Tropa: O apelo de uma vida com farda

In "Correio da Manhã":

ca967162-b341-4feb-88dd-fecb0766bf67_738D42D9-134C-4FBE-A85A-DA00E83FDC20_55089A46-EAEF-4ACE-B78B-EFF520158E04_img_detalhe_noticia_pt_1 Não é apenas a fuga ao desemprego que empurra os jovens (mesmo licenciados) para a tropa. Há quem sonhe ser piloto como o avô quis ser ou quem queira a boina que o pai usou. Há os que desejam servir o país. Mas todos querem um contrato.

Aos 18 anos, os camuflados militares ainda não lhes servem – a sua guerra é a escola. Com insuficientes lances de barba, cabelos descaídos até à testa, vestem t-shirts de cores estridentes e calças de ganga. Apesar de participarem no Dia Nacional da Defesa, o que muda nas suas vidas? O olhar deles amarra-se às armas – fascinam-nos porque se impõem. Renato Caetano, de Sintra, veste pela primeira vez um colete e um capacete do Exército, só um dos seus olhos azuis brilha como um farol enquanto o outro se prende à mira de um lançador portátil de Míssil AA Stinger. Tem na mão (sem noção) uma poderosa arma de artilharia antiaérea usada no Afeganistão. Renato escolheu o futuro: o 12º ano ficou incompleto, mas já passou nas provas para ingressar na Marinha, como voluntário, e agora só deseja que o chamem para o curso. 'Pensei que seria melhor encaminhar já as coisas para ter um ordenado. Dava-me jeitinho para orientar a minha vida e não viver às custas dos meus pais.' Este é o seu motivo para vestir a farda.

Empoleirado nos comandos da torre de lançamento do Sistema de Míssil Ligeiro Chaparral, imponente o suficiente para o regalar, está Rafael Batalha, também ele de Sintra. 'É um perigo ir para um cenário de guerra', pensa. 'Aos 18 anos, não sei se estamos preparados para a possibilidade de morrer.' Mas no meio de tamanho arsenal bélico, no Regimento de Artilharia Antiaérea 1, em Queluz, acaba por se sentir em segurança. E pondera ir para os Comandos. 'Pensei que pudesse ir para a universidade. Mas como não queria ter um trabalho de secretária, como gosto de actividade física e sempre vi muita televisão, quero mais acção, quero ir para o Exército.'

Ao seu lado, Marcelo Aparício, de Lourel, sobressai pela t-shirt verde fluorescente e olhar de miúdo, agarrado a uma espécie de canhão dos tempos modernos (o bitubo AA 20mm M81). Apesar do aparato, confessa que o seu sonho é voar mais alto. 'Gostava de entrar para a Força Aérea no curso de piloto, mas o exame de Matemática não me correu bem.' Optou por entrar este ano no curso de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, pensando que em breve vai voltar a prestar provas para ser piloto. 'A sensação de voar é o mais próximo que temos da liberdade total.'

MULHER DE ARMAS

Os pés que as botas militares escondem agradecem saltos altos quando a continência está arredada do trato e a noite pode dançar – mas não se imaginam sem elas. Ao fim-de-semana Rute, 19 anos, abandona no quartel a soldado Alexandre, apelido que a distingue no Regimento de Artilharia Antiaérea 1, e ruma para junto da família. É assim desde Janeiro, mês que chegou para cumprir a vontade antiga – que conheceu nos olhos do progenitor, ex-comando, e passou a brilhar nos dela. 'Sempre me imaginei militar. Nem sei dizer o que seria se não o fosse. Por causa da profissão do meu pai e também pelas histórias da Guerra Civil em Angola que ele conta, de quando era criança e não havia ninguém para ajudar. Sempre pensei: quando crescer quero fazer alguma coisa por estas pessoas que não têm nada. E quero fazer disto a minha vida. Toda.' A convicção nas palavras é a mesma com que se senta na ‘torre’ para cumprir a função de apontadora de míssil que com orgulho desempenha. O comando é dela.

Timóteo em casa dos pais, aspirante Ferreira no quartel, o mesmo da soldado Alexandre. 'Sou a favor das mulheres fazerem parte mas por outro lado pode haver descontentamento porque nas avaliações há um certo desequilíbrio, mas tudo se digere. E elas até nos ajudam a coser um botão que nos caia da farda'. Rute diria mais tarde que corre todos os dias depois do ‘expediente’ para estar à altura dos camaradas masculinos. 'Não quero ser beneficiada'. A agulha não pica o ponto do sexismo e escuda-se na igualdade. 'Aqui não há diferenças'.

O aspirante Ferreira está no regimento desde Junho. Estava licenciado há um mês em Gestão e Administração Pública quando tropeçou num concurso do Exército para oficiais onde pediam licenciados na sua área. 'Pensei: se não ficar, pelo menos experimento a tropa, aquele sofrer que sempre achei importante para a formação pessoal'. Ficou e deu a volta à vida. 'Mudou a minha forma de encarar as coisas e o poder financeiro. Um estudante não tem onde cair morto, o que é frustrante. Agora tenho porque trabalho e, ao mesmo tempo, como militar, cumpro uma missão'. A incumbência diária, como chefe de secção financeira, será mais uma vantagem a somar. 'Lá fora pedem licenciados com anos de experiência e isso eu estou a fazer aqui. E ao mesmo tempo consigo fazer um mestrado'. Só não sabe se o futuro vai continuar a vestir farda ou pôr tudo em sentido numa empresa pública.

O regime de contrato nas Forças Armadas contrapõe a frustração generalizada com o desemprego civil. Chegada para cumprir a recruta, a 22 de Junho, na Base Aérea da Ota, vinda de Mafra, Catilina Moreira, 23 anos, licenciada em Anatomia Patológica, Citológica e Tanatológica, deixava para trás a profissão de secretária numa construtora civil. Foi o que conseguiu no meio de tantos currículos enviados. Na Força Aérea viu a 'perspectiva de ter um contrato de trabalho, fazer carreira e de gostar.' Muitos dos seus amigos passaram a perguntar-lhe como consegue ser militar. A resposta só se tornou simples depois da recruta: 'Se eu consegui, também tu consegues', diz em tom desafiador, agora que se está a especializar como operadora de comunicações.

Quando Catilina entrou para a Força Aérea, Ricardo Abreu, 24 anos, licenciado em Ciências e Tecnologia Animal, cumpria parte de um sonho antigo. O avô fazia aeromodelismo e, se pudesse, teria sido piloto. Ricardo nunca se esqueceu de desejar o mesmo. Depois de concluído o estágio curricular, de dois meses, numa empresa de produção de pregado, na Praia da Tocha, viu o anúncio num jornal de uma empresa civil que pedia controladores de tráfego aéreo. Correu à procura da tão desejada segurança do papel assinado com um contrato. E pensou noutras vantagens: 'Os ordenados são sempre importantes e, é obvio que, em comparação com a minha área de curso, são superiores.' Por isso optou por se especializar como técnico operador de controlo aéreo e radares de aviões como os caça F-16.

Miguel Oliveira, 23 anos, de militar só tem o corte de cabelo e cavada na alma a vontade de servir o País. Estudou até ao 8º ano para ser operário numa indústria do ramo automóvel, perto de casa, na Trofa, a fabricar peças em alumínio para ar condicionado e travões. No turno da noite não ganha mais que 600 euros. Em casa ajuda com 150 e o resto do dinheiro gasta no café, tabaco e em roupa.

Já lá vão os anos em que sonhava ser futebolista. Jogou no Trofense e até alcançou a 1ª divisão de juniores e de juvenis. Hoje, só sente o peso de querer ser fuzileiro. 'Queria enfrentar a dureza e o sacrifício. Para mim, se calhar, dá-me prazer.' Não acha que a vida que leva fora de um quartel seja má. Tem até uma liberdade que não se coaduna com a condição militar. Além de que ficará distante da família, a 380 quilómetros. Miguel pouco sabe da vida de fuzileiro. Sabe apenas o que o pai lhe contou do tempo em que lá esteve.

'Eu entrei em 1986. Na altura, se eu morasse em Lisboa, tinha ficado na Marinha. Mas quando eu cumpri o serviço militar tive que casar. A minha mulher engravidou do Miguel...' E depois de o pai ter interrompido o sonho de ser militar, o filho já prestou provas e espera que a Marinha o chame... para ganhar a boina e deixar de querer usar a velhinha – a que o pai guardou como recordação do sonho.

'ESTE É O MEU HABITAT NATURAL'

Aos 22 anos, Miguel Dias Pinheiro é aspirante da Marinha. Depois de quatro anos na Escola Naval jurou bandeira e está pronto para embarcar. 'Sinto-me em casa no mar, nesta vida que escolhi. Soube sempre o que queria e é isto, não me desiludi nem tinha falsas expectativas. O meu pai e o meu irmão também são da Marinha e até já tinha velejado na ‘Sagres’. Sou praticante de vela e este é o meu habitat natural. Não poderia ter outra vida'.

Para o aspirante, as virtudes da vida militar residem na 'disciplina, no rigor e na liderança de homens'. A aguardar a promoção a guarda-marinha a qualquer momento, Miguel garante que 'é mais difícil para quem fica em terra, não para quem vai'. Nem a família que no futuro quer constituir atrapalha a resposta pronta. 'Não me preocupa muito. Tenho como exemplo os meus pais, que estão casados há mais de 30 anos e viveram assim'.

PERFIL

Miguel Dias Pinheiro tem 22 anos e está à espera da promoção a guarda-marinha. É aspirante e ainda está quente o 'emocionante' juramento de bandeira que fez a 25 de Setembro último e no qual juntou a família mais próxima. Entrou para a Marinha porque toda a vida conviveu com a profissão do pai – também ele marinheiro – e lembra-se de o esperar em casa depois de cada longa jornada. Dois tios e um irmão também são da Marinha.

'PENSO MUITAS VEZES EM REGRESSAR'

Marta Costa era a 'senhorinha protegida' da casa quando ingressou no Exército, aos 18 anos. 'O meu pai foi da Armada e sempre me entusiasmaram as histórias e também porque queria ser jornalista e os meus pais não podiam pagar a universidade. Pensei que na tropa podia ganhar dinheiro para os estudos e, ao mesmo tempo, aproveitar os 3% de vagas dos militares'.

O sonho ficou por cumprir, 'o número de serviços era enorme e não tive disponibilidade', mas encontrou-se no espírito. 'Ajudar em cheias e incêndios foi o que me marcou mais. Senti-me útil, amadureci espiritualmente e senti-me parte de um corpo unido'. Três anos depois acenaram-lhe com uma oportunidade de negócio por conta própria e desistiu da vida militar. 'Penso muitas vezes em regressar, aprendi muita coisa. Há uma Marta antes da tropa e uma Marta depois da tropa'.

PERFIL

Marta Costa 24 anos. O primeiro dia de recruta foi 'muito complicado. Atiraram-me com lençóis e cobertores e disseram-me: ‘Faz a tua cama.’ Não estava habituada, sou a mais nova em casa e estava muito protegida'. Chegou a cabo no quartel da Sra. da Hora na especialidade de transmissões. As mulheres representam 23% das Forças Armadas.

NOTAS

PRAÇAS

A Marinha tem 2504 militares em regime de contrato. Este ano entraram 362 praças e 50 oficiais.

FORÇA AÉREA

A Força Aérea tem 2853 militares em regime de contrato. Representa 41% dos três ramos.

EXÉRCITO

O Exército tem 12 734 militares em regime de contrato e de voluntariado. Este ano formou 1972 praças.

MISSÕES

Um inquérito sociológico do Ministério da Defesa indica que as missões são o que mais atrai os voluntários.

domingo, 27 de setembro de 2009

Chefes militares pediram mudança da lei eleitoral

In "DN":

O milhar de militares destacados em missões no estrangeiro ou embarcados não podem votar, devido à lei eleitoral (2001) que impede o voto por correspondência.

"Os chefes militares colocaram a questão várias vezes ao poder político, ao longo destes anos", mas a legislação não foi alterada, disse ontem ao DN o porta-voz da Armada, depois de questionado sobre a situação dos 79 militares embarcados na corveta João Roby, que está a operar nos Açores.

A legislação vigente permite o "voto antecipado" aos militares que, no dia das eleições, "estejam impedidos de se deslocar à assembleia de voto por imperativo inadiável de exercício das suas funções" (artigo 79.º A).

Nesse caso, o militar (e outros profissionais em situação análoga) "pode dirigir-se ao presidente da câmara do município em cuja área se encontre recenseado, entre o 10.º e o 5.º dias anteriores ao da eleição, manifestando a sua vontade de exercer antecipadamente o direito de sufrágio", tendo de se identificar e fazer "prova do impedimento invocado, apresentando documentos autenticados pelo seu superior hierárquico" (artigo 79.º B). Portugal tem actualmente 855 militares nas Forças Nacionais Destacadas (FND) em missões no estrangeiro.

Cento e noventa militares partem para o Kosovo

In "Correio da Manhã":

Um contingente de 190 militares do Exército partiu ontem de manhã (25-Set) para o Kosovo para render o actual grupo da Força de Reacção Rápida da KFOR (KTM/KFOR).

Os militares, que partiram do Aeródromo de Figo Maduro, em Lisboa, pertencem ao Batalhão de Infantaria Mecanizado. Comandados pelo tenente-coronel Lino Gonçalves, vão render outros 188, chefiados pelo tenente-coronel Fernando Teixeira, que se encontra no Kosovo desde Março.

Os militares “estão preparados para qualquer missão” enquanto força de reserva e esperam dignificar o nome de Portugal, afirmou o tenente-coronel Lino Gonçalves.

Actualmente, Portugal tem empenhados 855 militares (768 homens e 87 mulheres) em missões em países como Afeganistão, Congo, Líbano ou Timor-Leste.

Louvores na PSP

In "DNOTICIAS.pt":

Na edição do DN do passado dia 09SET, fui leitor interessado da notícia que abordava a passagem do 131º. Aniversário do Comando Regional da Madeira da Polícia de Segurança Pública, à qual desde logo envio os meus sinceros votos de parabéns pela longevidade ao serviço da causa pública madeirense e porto-santense na defesa e protecção dos direitos, liberdades e garantias das gentes honestas destas maravilhosas ilhas portuguesas, estando certamente esse sucesso institucional inegavelmente associado á dedicação, profissionalismo e empenho da esmagadora maioria dos profissionais da PSP, quantas vezes conseguido á custa da inobservância e atropelo aos períodos de descanso, muitas vezes abusiva e desumanamente usados sem qualquer garantia compensatória.


A referida edição do DN abordava também a questão relacionada com a banalização ou vulgarização dos Louvores e Recompensas atribuídos na Polícia de Segurança Pública, muitas vezes baseados em critérios de duvidosa justeza ou merecimento, tendo em conta que uma grande fatia desses Louvores ou Recompensas deixam a ideia de que são atribuídos com base no amiguismo ou no graxismo, sem critérios rigorosos de justiça, apenas ao sabor das vontades das chefias e comandos, sendo uma parte significativa desses Louvores concedidos aquando da saída de algum comandante, sendo com isso habitualmente beneficiados, os motoristas dos comandantes, os ordenanças dos comandantes e basicamente todos os serviços em redor da actividade do comandante cessante, muitas vezes com motivações de nos fazer corar de indignação, e em detrimento dos profissionais com funções verdadeiramente operacionais que arriscam a integridade física, e muitas vezes a vida, em prol da causa pública.


Entendemos que quer os Louvores ou Recompensas quer as punições ou castigos devem ser objecto de processos de excepção, sendo certo que, se para a atribuição de um castigo ou punição torna-se necessário avaliar a justeza do mesmo com base no necessário processo disciplinar (embora muitas vezes estes processos padeçam dos mesmos vícios de imparcialidade) também para a atribuição de Louvores ou Recompensas deveria presidir à elaboração do competente processo de avaliação com base na justeza, merecimento e competência, tornando-se assim mais justa e menos discricionária a sua atribuição.

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sábado, 19 de setembro de 2009

Defesa: Novo regime remuneratório aguarda promulgação do Presidente

In "Correio da Manhã":

mil O novo regime remuneratório das Forças Armadas, aprovado pelo Governo em Agosto passado e já enviado para promulgação do Presidente da República, vai implicar, em 2010, um aumento médio de 6,23% nos salários dos militares.

Ao que o CM apurou, com esta actualização, resultante da subida média nas remunerações base por agrupamento de postos, o novo sistema retributivo dos militares das Forças Armadas vai traduzir-se num acréscimo de custos de cerca de 48 milhões de euros por ano. Ao ordenado base acresce ainda o Suplemento da Condição Militar (SCM), que a partir do mês de Janeiro de 2010 aumentará dos actuais 14,5% para 20% da remuneração base.

A comparação entre a tabela retributiva aprovada em conselho de ministros no início de Agosto e as remunerações base actuais, a cujo documento o CM teve acesso, revela que os militares das Forças Armadas vão ter, por agrupamentos de postos, aumentos médios diferenciados entre 1,45% para os oficiais superiores e 12,09% para os cabos e soldados.

A entrada em vigor do novo regime remuneratório, prevista para 1 de Janeiro de 2010, não provoca um aumento imediato nos salários, "mas sempre que um militar for promovido, como nenhum ‘moderno’ pode estar à frente de um ‘antigo’, há um arrastamento de todos os restantes militares", diz fonte conhecedora do processo. Por isso, garante, "o reposicionamento remuneratório reflecte-se, na prática, em aumentos salariais".

A despesa com salários não é a única a crescer: com o alargamento das despesas de representação de 31 para 138 cargos, aumentando o número de abrangidos de cerca de 50 para quase 180, os gastos com as despesas de representação vão disparar de 200 mil euros para 1,3 milhões de euros por ano.

As associações de militares têm dirigido fortes críticas ao novo regime remuneratório, alegando que há uma "continuada degradação dos direitos que constituem contrapartida ao leque vastíssimo de restrições e deveres a que estão sujeitos". Só que o acréscimo das despesas com pessoal resultante da actualização do SCM, das posições remuneratórias e das despesas de representação indica que os militares, mesmo enfrentando o País uma grave crise económica, vão beneficiar de condições mais atractivas a partir de 2010.

Para já, o novo regime remuneratório está em Belém para promulgação de Cavaco Silva.

PERDAS FACE À FUNÇÃO PÚBLICA

A redução das remunerações dos militares face a outros corpos especiais da Função Pública é uma das críticas mais fortes do sector.

Por exemplo, tenente-general, ministro plenipotenciário (diplomata) e professor universitário perdem na comparação da remuneração com um juiz desembargador – mas o militar é quem perde menos.

PORMENORES

COMPARAÇÕES SALARIAIS EM 2008

Juiz desembargador com cinco anos: Remuneração base 6195€

Tenente-general: Remuneração base 4300€

Subsídio da Condição Militar: 623,5€

Total 4923,5€

Professor associado com agregação: Remuneração base 3897€

Ministro plenipotenciário: Remuneração base 3116€

Subsídio de permanência: 605€

Total 3721€

AUMENTO MÉDIO POR AGRUPAMENTO DE POSTOS

Oficiais generais: 4,72%

Oficiais superiores (coronel, tenente--coronel, major): 1,45%

Oficiais subalternos (capitão, tenente, alferes, aspirante): 6,27%

Sargentos: 6,65%

Cabos/soldados: 12,09%

Defesa: Militares sem eco junto dos partidos de Governo

In "DN - Diário de Notícias":

Os protestos públicos das associações militares, mesmo denunciando o sistemático "incumprimento da legalidade" pelo Governo, acabaram por encontrar eco reduzido junto dos partidos do chamado arco do poder, na medida em que viabilizaram diplomas legais mesmo com a oposição frontal dos chefes dos três ramos das Forças Armadas e contendo soluções que os militares sustentam ser inaplicáveis.

Os militares passaram praticamente toda a legislatura a criticar duramente as políticas do Governo, mas as suas razões encontraram pouca receptividade no Parlamento e do Presidente da República.

Foram precisos três anos e meio para o universo político sentir um verdadeiro sobressalto, quando o general Loureiro dos Santos declarou: "Há militares jovens que também já se aperceberam das injustiças a que a instituição e eles próprios estão a ser sujeitos, em comparação com as profissões que são consideradas como equivalentes às profissões militares".

Mas esta declaração, em Outubro de 2008 e a que o Ministério reagiu dizendo desconhecer qualquer mal-estar nas fileiras, não produziu efeitos: a reforma das carreiras está por fazer e o novo sistema retributivo - que as associações e as chefias dos ramos dizem agravar o fosso para as chamadas categorias de referência - foi aprovado em pleno mês de Agosto deste ano. Antes, já os militares tinham ficado "a pagar muito mais por muito menos e piores serviços" na área da Saúde.

A mudança de ministro em Julho de 2006, com a entrada de Nuno Severiano Teixeira, agravou a conflitualidade com militares - ao ponto de começarem a ouvir-se as vozes de antigos e influentes chefes militares. Porquê? Severiano chegou 'marcado' à Defesa: era autor de uma reforma da segurança interna (para o ministro António Costa) que indignara a hierarquia militar.

Note-se que, em Março de 2007 e no meio da polémica em torno do poder dos tribunais sobre a disciplina castrense - entretanto agravada com o Regulamento de Disciplina Militar que aprovou -, o ministro ouviu o chefe do Estado-Maior- -General das Forças Armadas frisar que cabe à instituição militar "a inalienável e intransferível responsabilidade pela defesa militar da integridade do território nacional".

Esta tensão com a GNR foi-se mantendo, em vários domínios, ao ponto de as chefias terem conseguido suspender, há algumas semanas, a aprovação do sistema remuneratório da Guarda por conter distorções ditas inaceitáveis.

Em matéria de recrutamento, as Forças Armadas foram registando níveis menores ao longo da legislatura (ver infografia) e que só se inverteram este ano, para números que os ramos - em especial o Exército - consideram insuficientes.

Ao nível dos pilotos da Força Aérea, a sua saída continua a provocar dores de cabeça ao ramo - mas a solução prevista (aumento do respectivo subsídio) pode criar atritos internos se o seu valor for visto como desproporcionado.

No plano operacional, as Forças Armadas continuaram a ver o seu profissionalismo reconhecido nas missões no exterior - apesar das lacunas ao nível dos equipamentos: continuam a usar a espingarda G3 e as Chaimite, os rádios são inadequados, os aviões C-130 precisam de modernização urgente para operar na Europa central e a dos F-16 atrasou-se durante anos, a exemplo da construção de lanchas costeiras e navios-patrulha.

Os cortes anuais de 40% na Lei do reequipamento (LPM) - que registava um défice de quase 87 milhões de euros em Janeiro - afectaram a modernização das Forças Armadas. É certo que vieram meios importantes, mas de reduzido impacto para as missões em curso: novas viaturas blindadas, as Pandur, que ainda não foram usadas no exterior. Os submarinos foram entregues em cerimónias quase secretas. Os helicópteros EH101 foram usados sem contrato de manutenção. Por concretizar ficou a prometida Força Conjunta de Helicópteros, ou a revenda dos equipamentos militares identificados para esse fim (excepção para as fragatas João Belo).

O Ministério da Defesa também encontrou uma solução para o Fundo de Pensões e para a modernização dos quartéis, com a Lei de Infra--estruturas Militares - mas que, na actual crise, deverá demorar pelo menos dois a três anos para produzir resultados.

Exército: Brigada de Intervenção prepara-se para a UE

In "DN - Diário de Notícias":

Regimento de Infantaria envia em breve meia centena de homens para o Afeganistão

Quando se cruza a porta de armas do Regimento de Infantaria 14 (RI14), em Viseu, onde está sedeada uma das componentes da Brigada de Intervenção do Exército, percebe-se, na plenitude, a mudança que o ramo está a operar.

Os militares andam de camuflado, respira-se operacionalidade e modernidade. A doutrina mudou, o emprego de forças também e os equipamentos começam a ser de nova geração.

Num dos flancos do quartel, em obras, já está instalado o novo edifício do comando do 2º batalhão daquela brigada, que tem como principal encargo do RI14 a projecção de forças operacionais. Nos últimos dias, o regimento preparou um grupo de 56 militares que "estão de partida para o Afeganistão", contou ao DN o comandante do regimento, coronel Rui Moura.

Os elementos do chamado 4º módulo de apoio às Forças Nacionais Destacadas (FND) no Afeganistão irão ser "sombras. Cada um desses homens vai estar junto do seu homólogo afegão para assessorar o Estado-Maior de uma guarnição", sublinhou Rui Moura. Esse contingente é comandado pelo anterior 2º comandante do RI14, tenente-coronel Arnaldo Costeira.

O RI14 "tem uma componente operacional, dependente do Comando Operacional [do Exército], que é um encargo ao nível de batalhão do sistema de forças da Brigada de Intervenção", explicou o coronel Rui Moura. Este oficial, que nos últimos anos esteve destacado na divisão de operações do quartel-general supremo da NATO em Mons, Bélgica, referiu que "destacar forças nem é o mais complicado. A dificuldade está em garantir a logística de uma unidade destacada".

O oficial sabe do que fala, pois o RI14 esteve encarregue de sustentar 800 homens em armas estacionados em Timor durante mais de um ano.

Desde 1996 que os militares deste regimento sedeado em Viseu já deram várias voltas ao mundo: Kosovo, Bósnia, Timor, Líbano e, agora, Afeganistão. A sua próxima missão, em 2010, deverá passar pela integração numa das forças militares da UE - os chamados Grupos de Batalha (BG, sigla em inglês).

Mas, antes disso, é preciso treino e, de facto, as seis centenas de militares instalados no RI14 correspondem à afirmação do coronel: "Suor em instrução é suor poupado em combate." Talvez por isso, os homens andem sempre numa correria, entre os diversos cenários de treino e as missões que cumprem. E o conhecimento tem de ser partilhado. "O nosso batalhão, desde que chegou do Kosovo, tem participado como força de cenário nos exercícios" em que se simulam os teatros de operações reais, salientou o seu comandante, tenente-coronel Cunha Godinho.

Assim, adiantou, "conseguem transmitir os ensinamentos que recolheram nos vários teatros de operações por onde têm andado". Cunha Godinho interrompe o briefing, diário, com os oficiais do batalhão para explicar a nova doutrina: aqui "não há dois dias iguais". E, entre treinar "a instrução de combate", ao nível individual, e a integração de forças numa brigada dispersa pelo País, "todos os dias há treino", concluíu o tenente-coronel.

Com a chegada das novas viaturas blindadas Pandur, que mecanizaram a infantaria, o quotidiano do quartel reparte-se entre acções de planeamento e operações de manutenção. no outro.

O coronel Rui Moura diz que as viaturas - adquiridas para substituir as velhinhas Chaimite, do tempo da guerra colonial - "mudaram a doutrina do batalhão, que passou a ser mecanizado e capaz de dar mais protecção e mobilidade" aos militares. Para isso foi preciso "formar homens" e "criar infra-estruturas" adequadas. Por isso, o flanco sul do aquartelamento, com 57 anos, está agora em obras para acolher 70 novos veículos blindados de transporte de pessoal.

Nas garagens ainda estão seis Chaimites e, enquanto se espera pelo reforço das Pandur, o tempo é de "preparar o batalhão para a eventualidade de poder vir a integrar o battle group da União Europeia", observou o comandante do RI14. "Este grupo, em stand by, é o equivalente à Força de Reacção da NATO e estará pronto em 2010, para ser empregue onde o poder político decidir".

Ainda não é certo que assim seja, mas o treino vai mantendo operacional um regimento que foi obrigado a procurar, na região, outros locais de exercício - "mas tudo isto é treino", concluíu Rui Moura.

domingo, 13 de setembro de 2009

Festival Colombo 2009 - Porto Santo

In "DN":

O Porto Santo retrocede no tempo à época medieval para recordar a passagem de Cristóvão Colombo na ilha:

Música, exposições, animação de rua, gastronomia, artesanato e encenação em ambiente medieval constam do programa da décima edição deste cartaz, que contará com a presença da secretária regional do Turismo e Cultura, Conceição Estudante, e contribui para uma ocupação hoteleira na Ilha Dourada na ordem dos 50 por cento.

A recriação do desembarque do navegador na ilha, onde foi recebido pelo capitão donatário Bartolomeu Perestrelo, o cortejo com trajes da época, a feira quinhentista, leilões de escravos, ataques piratas, torneios de armas, ceias medievais são alguns dos pontos do programa para os próximos três dias.

O programa de animação estende-se à praia dourada da ilha com a intervenção da Companhia Viv'Arte, com apresentação de momentos de teatro, música e cenografia da época.

Haverá ainda um espectáculo de malabarismo de fogo e pirotecnia.

O Festival Colombo é já considerado um importante cartaz turístico para o Porto Santo.

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domingo, 6 de setembro de 2009

Quando um flirt salva o dia e até a vida

Source:  Quando um flirt salva o dia e até a vida:

"Signs" é uma curta-metragem premiada que mosta bem como é ténue a linha entre a infelicidade e a felicidade.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Incêndios Verão 2009

Incêndio no Sabugal circunscrito:

incendioO incêndio que lavra no concelho do Sabugal, distrito da Guarda desde a madrugada de domingo foi dado como circunscrito pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) esta tarde, mas continua a mobilizar perto de 200 bombeiros no seu combate. Este fogo é um dos sete activos no país.

 

 

Incêndio no Sabugal - RTP Noticias:

...  Domingo, o fogo esteve quase controlado, mas ao início da noite a situação complicou-se e provocou pânico na população.

Actualização em 01-09-2009:

Mais uma noite de sobressalto no concelho de Sabugal

As chamas continuaram a destruir floresta e mato ameaçando várias zonas habitadas.

Portugal fires threaten thousands:

High temperatures and dry weather are hampering efforts to extinguish a host of wildfires across Portugal.

Some blazes have been brought under control, but a string of villages and the ancient city of Coimbra remain threatened by about a dozen fires.

Villagers returning to their homes have described how fires tore through some 140,000 hectares and destroyed homes.

A summer of drought has sparked fires across southern Europe, with Spain and France also fighting flames.

 

Wildfires hit Portugal:

Lisbon - Firefighters assisted by water-bombing helicopters and planes managed to bring a wildfire in northern Portugal under control Monday after battling it since Saturday night, rescuers said.

Modis Fire Service:

modis 

 

2009-243 1110 UTC - Terra-MODIS - Rapid Response System:

crefl1_143_A2009243111000-2009243111500_2km

LA-area blaze size doubles, threatens 12,000 homes:

LOS ANGELES – A massive fire in the Angeles National Forest nearly doubled in size overnight, threatening 12,000 homes Monday in a 20-mile-long swath of flame and smoke and surging toward a mountaintop broadcasting complex and historic observatory. ...

Play 

Play Video  – Calif. Wildfires Triple in Size

California Wildfires Rage After Two Firefighters Killed:

California's near-dozen wildfires spread Monday to threaten more than 12,000 homes as well as transmitter towers vital to most Los Angeles' TV and radio stations. ...

 

Grécia em estado de emergência:

25-08-2009 - O primeiro ministro grego, Costas Karamanlis, declarou hoje o estado de emergência em todo o país devido aos múltiplos incêndios florestais que, segundo um balanço provisório, já fizeram 44 mortos, noticia a Lusa.

domingo, 30 de agosto de 2009

Forças Armadas: Suborçamentação e promoções causam dificuldades

In "Correio da Manhã":

MDN O Ministério da Defesa necessita de um reforço orçamental de 150 milhões de euros para fazer face a despesas com salários, pensões e saúde dos militares das Forças Armadas até ao final do ano. O próprio ministério de Nuno Severiano Teixeira reconhece que, "em momento oportuno, será solicitado reforço orçamental ao Ministério das Finanças, a exemplo do ocorrido em anos transactos".

Ao que o CM apurou, a insuficiência de verbas resulta, segundo garante fonte conhecedora, "por um lado, da suborçamentação que os ramos [das Forças Armadas] fazem na rubrica das Remunerações Certas e Permanentes [para salários], que sabem que têm de ser pagas e, por outro, das promoções de militares, em 2009, e do aumento do valor do Suplemento da Condição Militar, também este ano".

O Ministério da Defesa garante que "não há qualquer ruptura financeira em relação à rubrica Pessoal", mas deixa claro que "a previsão da despesa aquando da elaboração do orçamento da Defesa Nacional de 2009 não contemplou, nem poderia ter contemplado, o aumento dos vencimentos da Administração Pública e a valorização do Suplemento de Condição Militar". Por isso, remata o ministério de Severiano Teixeira, "este aumento de encargos está a ser gerido de acordo com o princípio da gestão flexível e, em momento oportuno, será solicitado reforço orçamental ao Ministério das Finanças".

A insuficiência de verbas ocorre num ano em que o orçamento do Ministério da Defesa para despesas com pessoal registou um aumento de 8,7 por cento: passou de 1,1 mil milhões de euros, em 2008, para 1,2 mil milhões de euros, em 2009. A dotação para pensões não foi reforçada, mantendo-se em 100 milhões de euros, mas a Saúde, onde tem havido dificuldades orçamentais, foi reforçada, ao receber 90 milhões de euros, um acréscimo de 29 por cento face aos 69,6 milhões do ano passado.

OUTROS DADOS

GASTOS COM PESSOAL

Em 2009, os custos com pessoal representam 53,8 por cento do total da despesa do Ministério da Defesa, que ascende a 1,2 mil milhões de euros.

SUPLEMENTOS SUBIU

A 1 de Janeiro de 2009, as Forças Armadas passaram a receber um Suplemento da Condição Militar de 17,5 por cento do salário-base. Antes era de 14,5 por cento.

VERBAS EM 2008

Em 2008, a Defesa enfrentou uma insuficiência de verbas de 100 milhões de euros.

sábado, 29 de agosto de 2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Generais com aumento até 400€

In "Correio da Manhã":

ca967162-b341-4feb-88dd-fecb0766bf67_738D42D9-134C-4FBE-A85A-DA00E83FDC20_70E07D7B-C6DE-4A12-9960-1884F645E15B_img_detalhe_noticia_pt_1A nova tabela remuneratória das Forças Armadas consagra um aumento de quase 400 euros para os chefes dos  três Ramos, que passarão a ter um vencimento-base de 5011 euros. Mas no topo da tabela salarial está o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (GEMGFA), Valença Pinto, com 5166 euros. Mais 293 euros do que o salário actual.

Segundo o novo diploma, o salário-base dos chefes militares passará de 4629 para 5011 euros, ou seja, mais 382 euros. Este é aliás o maior aumento registado nas Forças Armadas, e ao salário falta somar os suplementos e as despesas de representação, também aumentados em cerca de 200 euros por mês, conforme avançou o CM na sua edição de ontem. Feitas as contas, o vencimento dos chefes militares vai ultrapassar os 6700 euros por mês.

Nas restantes categorias, os aumentos variaram entre sete e 189 euros. Em média, os praças tiveram um aumento de 12% e os sargentos de 6%. Os postos entre major e coronel registaram os aumentos mais baixos.

A Associação de Oficiais das Forças Armadas teceu duras críticas ao diploma, considerando que há uma "depreciação" dos militares: "Os oficiais estão com uma remuneração-base abaixo dos técnicos superiores, o que nunca tinha acontecido."

A transição para as novas posições remuneratórias é outro dos pontos contestados. "As normas de transição não são claras e os militares serão colocados num nível inferior às suas expectativas", apontou Lima Coelho, presidente da Associação Nacional de Sargentos.

AJUDAS DE CUSTO ATÉ 148 EUROS

Os militares da GNR têm direito a ajudas de custo sempre que se desloquem por motivo de serviço público. Os valores actualizados para 2009, segundo a portaria publicada ontem em Diário da República, variam entre 46 e 62 euros no caso de deslocações em território nacional e 111 a 148 euros nas deslocações ao estrangeiro.

PORMENORES

CORONÉIS

Os postos entre major e coronel registaram os aumentos mais baixos. Por exemplo, no posto de coronel no primeiro escalão o aumento foi apenas de sete euros, ao passar de 2893 para 2900 euros.

ESCALÕES ELIMINADOS

A nova tabela remuneratória elimina cinco escalões em vários postos. É o caso do 5.º escalão no posto de primeiro-sargento, pondo fim à sobreposição salarial.

MENOS TRÊS EUROS

O posto de capitão no quinto escalão foi o único a registar uma redução: 3 euros. O diploma salvaguarda, no entanto, que não haverá reduções salariais na transição.

Ver:

O Governo, através do Ministro da Defesa Nacional fez chegar à ANS, em 13 de Agosto, o projecto de Decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros -> Memorando onde se apresentam as propostas do Governo e a respectiva tabela remuneratória

Actualização em 20-08-2009:

Uma delegação da ANS entregou hoje, 19 de Agosto, no Gabinete do Ministro da Defesa o parecer da ANS sobre a proposta de decreto-lei que altera o sistema retributivo dos militares das Forças Armadas. ->

Entregue parecer da ANS sobre proposta do Governo de sistema retributivo

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Associação Nacional de Sargentos pede a Cavaco "resposta à altura das suas funções"

In "DN - Diário de Notícias":

Lisboa, 13 Ago (Lusa) - O presidente da Associação Nacional de Sargentos considerou hoje o processo negocial do novo regime remuneratório dos militares das Forças Armadas "pouco sério" e pediu ao Presidente da República "uma resposta à altura das suas funções".

A Associação Nacional de Sargentos (ANS) realizou hoje, ao fim da tarde, junto à Presidência da República, uma tribuna pública para analisar o novo regime remuneratório dos militares das Forças Armadas aprovado na generalidade em Conselho de Ministros na semana passada.

O presidente da ANS, Lima Coelho, disse aos jornalistas que vão chegar "todas as preocupações" ao presidente da República, Cavaco Silva, e dar conhecimento "da forma atabalhoada e pouco rigorosa como esta matéria está a ser tratada".

Abono dá mais 200 euros/mês a chefes

In "Correio da Manhã":

Os chefes militares vão receber um abono mensal para despesas de representação superior ao de secretário de Estado. O montante ascenderá a 1808 euros no caso do chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), Valença Pinto, o que significa um aumento entre 150 a 200 euros/mês.ca967162-b341-4feb-88dd-fecb0766bf67_738D42D9-134C-4FBE-A85A-DA00E83FDC20_CED53C6A-9983-43EB-888A-CDE06BDB7725_img_detalhe_noticia_pt_1

De acordo com o novo regime remuneratório das Forças Armadas a que o CM teve acesso, as despesas de representação para os chefes militares passarão a ter um valor fixo, actualizado todos os anos. Para o CEMGFA o valor estipulado foi de 1808 euros, enquanto para os chefes dos três Ramos o montante passará a ser de 1754 euros. Ou seja, um aumento entre 150 a 200 euros por mês em relação aos valores actuais que variam entre os 1500 e os 1650 euros.

Feitas as contas, os chefes militares passarão a auferir de um abono mensal para despesas de representação superior ao de secretário de Estado: 1515 euros.

Mas há mais: o abono foi alargado a todos os chefes dos serviços das Forças Armadas. A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) considera, no entanto, que o diploma da GNR foi mais longe e critica as 'desigualdades'. Na GNR as despesas de representação vão até à direcção intermédia de 2º grau, enquanto nas Forças Armadas, abrange apenas o 1º grau, deixando de fora os coronéis.

No documento, o Ministério da Defesa justifica a actualização dos abonos para despesas de representação com o facto de o regime se encontrar 'desajustado'.

A actualização ao regime remuneratório das Forças Armadas, que entrará em vigor em Janeiro de 2010, não prevê qualquer alteração aos suplementos compensatórios ou de risco acrescido. Apenas actualiza o suplemento de condição militar, que passará a ser pago numa única prestação (ver apoios).

A nova tabela remuneratória, segundo apurou o CM, consagra alguns aumentos, mas os maiores acontecem na categoria de oficiais-generais. Ao nível da categoria de sargentos, foram eliminadas as sobreposições e o 5º escalão no posto de primeiro-sargento.

ASSOCIAÇÕES PEDEM REUNIÃO DE URGÊNCIA

As associações militares solicitaram ontem à noite ao ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, uma reunião com carácter de urgência para debater a actualização do regime remuneratório dos militares. Para as associações, o regime de transição para as posições remuneratórias 'é gravosa e inaceitável', prejudicando a integração dos militares. 'Os militares vão marcar passo durante mais tempo', sublinhou a AOFA. Já a Associação Nacional de Sargentos mostrou-se preocupada com a eliminação do 5º escalão no posto de primeiro-sargento.

PORMENORES

CONDIÇÃO MILITAR

O suplemento de condição militar passará a ser pago numa prestação única, fixa e mensal. Actualmente este suplemento integrava duas componentes: uma fixa, de cerca de 30 euros, e outra calculada sobre a remuneração-base.

ABONO MENSAL

O abono mensal para as despesas de representação corresponde actualmente a 35 por cento da remuneração-base dos chefes militares.

Jovem ferido por explosão de iPhone

In "Sol":

Um jovem francês foi ferido na cara depois de ter sido atingido por pedaços do vidro de um iPhone que lhe explodiu nas mãos.

A notícia surge no diário francês La Provence, que relata que o jovem de 18 anos tinha o aparelho a cerca de 30 centímetros da cara quando o ecrã do iPhone começou a estalar e o telemóvel acabou por explodir.

A misteriosa explosão do dispositivo acabou por fazer com que os vidros do ecrã do aparelho saltassem em direcção aos olhos do jovem, que teve de ser submetido a tratamento clínico.

Citado pelo diário o adolescente e uma amiga, que assistiu ao acidente, afirmaram que o iPhone não tinha sobreaquecido antes da explosão.

iPone

Ver:

Jovem ferido em explosão de iPod

iPhone explode e fere jovem francês:

Um adolescente ficou com um olho ferido devido à explosão do iPhone da sua namorada. É a segunda alegada explosão de um iPhone em poucas semanas.

Depois de a Apple ter sido acusada de tentar esconder uma explosão de um iPhone no Reino Unido, eis que Marie-Dominique Kolega, que vive no sul de França, citada pela AFP, acusa o aparelho da Apple de ter ferido o seu filho.

Segundo informações de Kolega, o aparelho começou por fazer um ruído estranho e acabou por explodir, atirando com fragmentos do ecrã para a face do seu filho.

Um episódio semelhante terá ocorrido com uma rapariga na Grã-bretanha, o que terá, alegadamente, levado a Apple oferecer uma pequena indemnização à vítima em troca de um acordo de confidencialidade.

 

Observação:

O risco de explosão existe em qualquer equipamento electrónico que tenha bateria  e pode ocorre em caso de defeito de fabrico da bateria, o que felizmente é extremamente raro.

Ver:

Surge mais um caso de explosão de bateria de celular

Notebook PC Explodes:

We intentionally created conditions in which the Li-ON battery pack would explode inside a generic portable. The results are dramatic. There are numerous conditions where these fires can occur in r...

Explosão de baterias é problema crescente

Jovem chinês morre após explosão da bateria de seu celular:

Detonação causou fratura em suas costelas, que perfuraram o coração.
Foi o primeiro acidente desta natureza registrado no país.

As primeiras investigações mostram que a bateria do telefone explodiu após ter sidoexposta a altas temperaturas, embora não se descartem problemas específicos do modelo como causa do acidente.

Explosão de bateria de notebook da LG

Fabricante de celular condenada por explosão de bateria

Como prolongar o tempo de vida das baterias de Lítio!

Baterias de iões de lítio

Utilize o Computador portátil Apple na zona de conforto térmico “Zona temperada do computador portátil”

iPod - O calor é o factor que mais degrada o desempenho da bateria

Actualização em 28-08-2009:

iPhone volta a "explodir", desta vez na Bélgica:

O mistério em torno dos iPhones “explosivos” está ainda por desvendar. Desta vez, Salvatore, um jovem belga de 15 anos, estava a fazer uma chamada quando o seu iPhone “explodiu” (ou, nas palavras do adolescente, citado pela imprensa local, "implodiu"). No último mês, dez casos semelhantes ocorreram em França, o que despertou a atenção da Comissão Europeia, que começou a investigar o caso junto da Apple.

Actualização em 29-09-2009:

Comissão Europeia pondera retirar iPhone do mercado

PT notificada para barrar acesso a 27 sites "piratas"

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domingo, 9 de agosto de 2009

Morte de Raul Solnado origina manifestações de pesar de vários quadrantes políticos e sociais

In "RTP Notícias":

Lisboa, 09 Ago (Lusa) - A morte de Raul Solnado, no sábado, originou manifestações de pesar de vários quadrantes políticos e sociais, com o Presidente da República a lamentar o desaparecimento do actor que "marcou uma época e sucessivas gerações de artistas".

Raul Solnado morreu sábado de manhã, aos 79 anos, de doença cardio-vascular grave.

O humorista, actor e apresentador de televisão, que começou a trabalhar em 1947 no teatro amador, foi, até à sua morte, director da Casa do Artista, sociedade de apoio aos artistas, situada em Carnide, Lisboa.

Os monólogos de Raul Solnado

 

Ver:

Morreu aos 79 anos o actor Raul Solnado

Raul Solnado (1929-2009)

Vídeos: Recordar Raul Solnado

Meio milhar de pessoas despedem-se com aplausos

domingo, 2 de agosto de 2009

Governo corta 2682 efectivos das Forças Armadas - Exército perde 1799 militares

In "Correio da Manhã":

Ex As Forças Armadas vão perder um total de 2682 militares. O Exército é o ramo mais afectado, com um corte de 1799 profissionais nos quadros permanentes e nos regimes de contrato e de voluntariado. Situação que está a preocupar as associações militares, que alertam para eventuais dificuldades no cumprimento das missões devido à falta de efectivos.

Segundo o novo diploma, a que o CM teve acesso, o Governo vai cortar 1356 militares dos quadros permanentes dos três ramos. Processo que irá decorrer de forma faseada para estar completo em 2013. Só nos quadros permanentes o Exército vai perder 667 efectivos, a Marinha 632 e a Força Aérea 57. Mas os números disparam ao somar os militares que foram cortados nos regimes de contrato e de voluntariado: 1326.

Somando o corte nos quadros permanentes e nos regimes de contrato e de volutanriado, o Exército vai perder ao todo 1799 militares, enquanto a Marinha terá uma redução de 726 efectivos e a Força Aérea de 157. No total, os efectivos das Forças Armadas serão reduzidos em seis por cento.

Contactado pelo CM, o Ministério da Defesa justificou o corte com a reestruturação das Forças Armadas e assegurou que nenhum militar 'será prejudicado na progressão da sua carreira'. Mais: 'Em alguns postos os constrangimentos existentes tenderão a desaparecer, garantindo-se maior fluidez na progressão das carreiras.' As associações militares encaram, no entanto, com apreensão a redução de efectivos e lamentam não ter sido ouvidas sobre o assunto. 'A redução de militares vai criar mais dificuldades no cumprimento das missões. Os próprios chefes queixam-se da falta de efectivos', afirmou António Lima Coelho, presidente da Associação Nacional de Sargentos, que encara com 'bons olhos' as alterações nas vagas para a categoria de sargentos. Os postos de primeiro e segundo sargento sofreram um corte de 719 militares, mas no posto sargento--ajudante aumentaram 159 vagas e no posto de sargento-chefe 186.

A Associação de Oficiais das Forças Armadas alertou para a necessidade de salvaguardar as expectativas dos actuais efectivos.

SAIBA MAIS

RAMOS

Com a redução de 2682 profissionais das Forças Armadas, o Exército vai ficar com um total de 22 250 militares, a Marinha com 10 964 e a Força Aérea com 7634.

40 848

As Forças Armadas integram actualmente 43 530 militares nos quadros permanentes e nos regimes de contrato e de voluntariado. Com a redução de militares passarão a ter 40 848.

 

CORTE NOS QUADROS PERMANENTES

CATEGORIA

MARINHA

EXÉRCITO

FORÇA AÉREA

TOTAL

 

Actual / Novo

Actual / Novo

Actual / Novo

 

Oficiais-generais

23 / 23

37 / -4

23 / -1

-5

Oficiais

1423 / +1

2916 / -562

1375 / -6

-567

Sargentos

2865 / -215

4114 / -101

2683 / -50

-366

Praças

4436 / -418

 

 

-418

TOTAL

8746 / -632

7067 / -667

4081 / -57

-1356

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Governo procede à aprovação final do decreto dos efectivos militares

In "PUBLICO.PT":

ST O Governo procedeu hoje à aprovação final dos efectivos militares dos quadros permanentes, na situação de activo, da Marinha, Exército e Força Aérea - diploma que decorre da nova estrutura da Defesa Nacional e das Forças Armadas.


Este decreto, que já tinha sido aprovado na generalidade em Conselho de Ministros no passado dia 23, pretende "adaptar os quadros de pessoal das Forças Armadas à nova realidade organizacional, adequando-os às novas exigências e desafios, à evolução das missões, dos meios e das tecnologia", refere o Governo.

De acordo com o Ministério da Defesa, a mudança deverá traduzir-se numa redução na ordem de 1300 militares face aos quadros actualmente em vigor. "O número de efectivos aprovado corresponde às necessidades deste novo modelo organizacional e ao cumprimento das novas missões das Forças Armadas", sustenta o Ministério da Defesa.


Também de acordo com o Governo, o diploma "assegura o fluxo de carreiras e promoções, através de medidas transitórias, garantindo que nenhum militar será prejudicado na progressão da sua carreira". "Os efectivos fixados serão atingidos, de forma faseada e controlada, durante um período transitório que decorrerá até 1 de Janeiro de 2013, por forma a garantir o fluxo de promoções. Os constrangimentos existentes em alguns postos tenderão a desaparecer, garantindo-se maior fluidez na progressão das carreiras", advoga ainda o Governo.


Em relação ao processo para a concretização deste decreto, o Ministério da Defesa salienta que o novo quadro de efectivos "decorre da reorganização da estrutura superior da Defesa Nacional e das Forças Armadas, que passou pela aprovação, ao longo dos últimos meses, da Lei de Defesa Nacional, da Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas e das leis orgânicas do Ministério da Defesa Nacional, do Estado-Maior-General e dos três Ramos das Forças Armadas".

Reis de Espanha visitam a Madeira

In "DNOTICIAS.pt":

dn0401021001 Os Reis de Espanha deslocam-se hoje, pela primeira vez, à Madeira. A exemplo dos políticos, também quem estuda a História atribui a esta visita um sentido meramente económico, por se considerar que é "promoção para a Madeira de excepcional qualidade", conforme assume Rui Carita.


Já o embaixador de Espanha em Lisboa, classifica a visita oficial à Madeira de "um marco histórico", justamente pelo facto de ser "a primeira vez que os Reis de Espanha vêm à Ilha", contribuindo assim para "estreitar os laços" com Espanha. Alberto Navarro insiste no facto de se estar perante um "Rei que adora Portugal, fala português e que tem grandes laços de afinidade com este País", já que viveu e cresceu em Cascais.

 


Espetada e Vinho Madeira


Os aspectos da segurança foram acautelados com rigor, com diversas vistorias a espaços públicos. Mas o embaixador Navarro considera que não há razões para preocupação: "Estamos calmos porque a Madeira sempre acolheu bem os seus visitantes e saberá receber um Rei que tem uma relação muito especial com Portugal.".


Apesar da discrição com que a Casa Real Espanhola tem conduzido o assunto, com centralização das informações a partir de Madrid, o DIÁRIO sabe que a ementa a servir aos Reis, que se fazem acompanhar pelo Presidente da República Portuguesa e mulher, está a ser confeccionada pela Escola Hoteleira e privilegia os produtos gastronómicos regionais, de que é exemplo a espetada. Além disso, até os vinhos de mesa a servir nas recepções oficiais programadas para o Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira e Presidência do Governo Regional serão integralmente madeirenses.


A segurança é um aspecto crucial da visita e à sua conta têm sido desenvolvidas reuniões prévias de trabalho entre Portugal e Espanha. Na Região, a PSP, dadas as apertadas regras nesta matéria, não se abre a pormenores, informando que o trânsito automóvel estará condicionado amanhã nos pontos do roteiro da visita, nomeadamente junto ao Instituto do Vinho, Câmara Municipal do Funchal e Monte. Os mesmos condicionalismos voltarão a existir no sábado, já que Suas Altezas farão a visita ao Museu de Arte Sacra e Sé Catedral e terão a oportunidade de desfrutar de um curto passeio pelo 'coração' da urbe.


A melhor das promoções


Conforme esclarece o porta-voz do Comando Regional da PSP, comissário Roberto Fernandes, também os estacionamentos nos pontos de passagem da comitiva oficial serão interditos ao público. O trânsito automóvel que dá acesso às instituições públicas a visitar estará condicionado. Um grande dispositivo policial está mobilizado para garantir a segurança da visita de Suas Majestades.


As relações de Portugal com Castela perdem-se na História, ganhando especial enfoque os séculos XVI e XVII, altura da Dinastia Filipina. Hoje, confrontados com o sentido histórico da visita dos Reis de Espanha à Madeira, nomeadamente a obra que resultou do período Filipino, historiadores há que preferem não emitir opinião, remetendo para quem mais tem estudado a arquitectura militar madeirense que data desse período, Rui Carita. Ao DIÁRIO, este historiador esvazia de qualquer sentido histórico a deslocação, antes atribuindo-lhe uma dimensão económica importante. É que, segundo o historiador, a vida da Região gira em torno dos pólos turismo e lazer. Por isso, "Conseguir trazer à Madeira os Reis de Espanha, que são figuras de visibilidade internacional, é uma coroa de glória, porque dá tempo de antena à Ilha nos telejornais e nas revistas 'cor-de-rosa', logo é promoção para a Madeira de excepcional qualidade.".


Em termos de obra deixada pelos espanhóis à Madeira, nomeadamente durante a Dinastia Filipina, também Rui Carita esclarece que há visões diferentes da História. O investigador sustenta que é errado dizer-se que determinado monumento foi obra de Castela ou Filipe de Espanha. "O que é correcto dizer-se é que, durante a vigência da Dinastia Filipina, reformulou-se a Fortaleza de São Lourenço - só o baluarte virado para o turismo - fez-se a Fortaleza de São Tiago e construiu-se a Fortaleza do Pico segundo projectos anteriores. Nesse período, foi também construído o Palácio Episcopal, onde está hoje o Museu de Arte Sacra do Funchal.".


Rui Carita alude às citadas obras (vide destaques no rodapé da página), mas procura deixar bem claro que "não são os castelhanos a dinamizá-las mas a coroa portuguesa." Inclusive, "os dinheiros aplicados não são de Castela mas de Portugal." E questiona: "Alguém vê algum brasão castelhano nesses edifícios?" Esclarece ainda que "Filipe II de Espanha é que levou para Castela a organização militar portuguesa, porque estávamos mais avançados do que eles." Carita conclui dizendo que "não houve uma ocupação filipina mas uma coroa dual e da qual Portugal soube tirar um partido excepcional, especialmente no que ao ultramar refere, já que o Brasil cresceu 10 a 15 vezes mais em relação ao que era inicialmente.".


Legado histórico: Obras na Região da Dinastia Filipina


Fortaleza de São Lourenço
A Fortaleza de São Lourenço foi reformulada durante a Dinastia Filipina, segundo explica Rui Carita. É um conjunto arquitectónico que compreende a Fortaleza e o respectivo Palácio, sendo o melhor exemplar da arquitectura civil e militar da Madeira.


Fortaleza do Pico
A Fortaleza de São João Baptista do Pico, situada no Pico dos Frias, foi também erguida no longo período de união ibérica. É uma peça de arquitectura militar que integrou o sistema defensivo da cidade contra os ataques dos corsários e piratas.


Fortaleza de São Tiago
A Fortaleza de São Tiago, situada na Zona Velha da cidade, é outra construção executada durante o período castelhano, no início do século XVII. Hoje, integra o Museu de Arte Contemporânea da Cidade que tem para mostrar ao público uma vasta colecção de arte.


Palácio episcopal
Foi construído no século XVI e apresenta traços arquitectónicos maneiristas e barrocos. Sofreu obras de beneficiação e, na primeira metade do século XX, passou a ser o Museu de Arte Sacra do Funchal, a ser amanhã visitado pelos Reis de Espanha.

O rei que trouxe a democracia


A última vez que o vimos com insistência nas notícias foi em 2007 e o seu "porque não te calas?" dirigido a Hugo Chávez na Cimeira Ibero-Americana deu à volta ao Mundo, gerou polémica e foi tema de piadas e anedotas. Juan Carlos I de Espanha é, no entanto, muito mais do que este episódio. A sua vida confunde-se com a História recente espanhola e com a transição democrática.


A 22 de Novembro de 1975, quando foi proclamado rei, Juan Carlos era ainda uma incógnita. Olhado com esperança pelos franquistas e com frieza pelos sectores liberais que queriam, com a morte de Franco, o fim da ditadura. As expectativas eram naturais. O príncipe passara os últimos anos como protegido de Franco, aparentemente encaminhado para seguir os princípios do caudilho.


Num país com mágoas profundas deixadas pela Guerra Civil, o novo rei apostou na transição democrática e, em 1978, foi aprovada a actual Constituição espanhola, a que permitiu a democratização e o desenvolvimento que hoje tanto se cobiça a Espanha. E o monarca, que era a esperança dos franquistas, haveria de dar provas reais em defesa desta Constituição, mais precisamente a 23 de Fevereiro de 1981.


Nesse dia, um sector da Guardia Civil - comandado pelo tenente-coronel António Tejero - tomou o parlamento quando estavam reunidos os ministros e os deputados. O assalto foi dramático, ouviram-se disparos e, em pouco tempo, outras unidades sublevaram-se. Esperavam o apoio do rei, mas este recusou ficar do lado dos golpistas No dia seguinte ao golpe, vestido com a farda de comandante-chefe das Forças Armadas apareceu na televisão, numa mensagem emotiva, a chamar a ordem os generais revoltosos.


O golpe fracassou e, nesse mesmo dia, a popularidade do monarca disparou num país de fortes tradições republicanas. Tantas que ainda hoje muitos espanhóis se dizem republicanos e Juan Carlistas. Contra-senso? Pode parecer, mas há em relação ao rei gratidão e simpatia. Este homem, nascido em Itália em Janeiro de 1938, é um símbolo, a imagem da Espanha moderna. O percurso, no entanto, não foi fácil. A começar, nasceu no exílio, após a família ter fugido à agitação republicana dos anos 30. O pai, o Conde de Barcelona e herdeiro da coroa espanhola, andou de Itália para Portugal, onde Juan Carlos viveu até aos 10 anos.


Se não era bem visto pelos republicanos, Franco também não tinha grande confiança no Conde de Barcelona, via-o como um perigoso liberal. E, no jogo político, Juan Carlos foi a escolha do ditador, sendo designado herdeiro em 1969. Aos 31 anos, com a educação completa, já casado e pai de filhos (o rei tem três filhos Felipe, Elena e Cristina). O príncipe casara em 1962 em Atenas com Sofia, filha dos reis da Grécia. O casamento obrigou a futura rainha de Espanha a mudar de religião (deixou a Igreja Ortodoxa e converteu-se ao catolicismo) e a aprender uma nova língua. Factos que, hoje, estão quase esquecidos. O rei, a rainha, toda a família real são espanhóis, confundem-se com o país e fazem o melhor marketing pelo reino. Os casamentos e os nascimentos - os mais recentes das herdeiras (as filhas de Felipe e Letizia) - enchem as páginas das revistas da imprensa cor-de-rosa e a imaginação de muitos Mundo fora. Os vestidos, as roupas e as festas, mas também os supostos deslizes, a vida da família real é vista à lupa. E, de perto, por debaixo da elegância, a família parece-se muito com o povo. O herdeiro casou com uma jornalista e o marido da infanta Cristina jogou Andebol.


E Juan Carlos de Bórbon é cada vez mais um patriarca, o avô de vários netos, um homem de certa idade que se permite dizer a outro chefe de estado que se cale, que não esconde o seu gosto pelos desportos, sobretudo o esqui e a vela. Em novo, entrou nos Jogos Olímpicos de Munique e, 20 anos depois, foi um grande apoiante dos Jogos de Barcelona. Enfim, um rei, mas sobretudo um espanhol.


Programa da visita dos Reis de Espanha e do Presidente da República à região autónoma da Madeira


1º dia - Quinta-feira
18h10 - Chegada do Presidente da República e de Maria Cavaco Silva ao Aeroporto do Funchal. Aguardam e apresentam cumprimentos o representante da República na Madeira o presidente da Assembleia Regional e o presidente do Governo Regional.


18h30 - Chegada dos Reis de Espanha ao Aeroporto do Funchal. Honras militares, cerimónia Oficial de Boas-vindas e execução dos Hinos Nacionais. O Comandante das Forças em Parada convida o Presidente da República e o Rei de Espanha a efectuarem a Revista às Forças em Parada. Os Chefes de Estado detêm-se junto ao Estandarte Nacional. Saudação do Estandarte Nacional.
20h30 - Jantar oferecido pelo Presidente da República.


2º diA - Sexta-feira
11:00 Horas - O Rei de Espanha recebe, em audiência, o Presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim.


11h55 - Câmara Municipal do Funchal, onde terá lugar a cerimónia de entrega da Medalha de Ouro da Cidade ao Rei de Espanha, com intervenções do presidente da autarquia e do Rei Juan Carlos.
13h - Cerimónia de Entronização na Confraria do Vinho da Madeira do Rei de Espanha e do Presidente da República Portuguesa. Leitura de breve biografia de Sua Majestade o Rei de Espanha.


Leitura do Juramento por Sua Majestade o Rei de Espanha. Aposição da Tomboladeira e entrega do Chapéu pelo Cancelário-Mor. Cerimónia de Entronização do Presidente da República. Leitura de breve biografia de Cavaco Silva. Aposição da Tomboladeira e entrega do Chapéu pelo Cancelário-Mor.


17h30 - Visita à Igreja de Nossa Senhora do Monte.
18h30 - Visita ao Cabo Girão.
21h - Jantar oferecido pelo presidente do Governo Regional.


3º dia - Sábado
10h45 - Reis de Espanha chegam à Praça do Município de onde se deslocam a pé até ao Museu de Arte Sacra, onde são aguardados pelo Bispo do Funchal e pela directora do Museu.
11h45 - Visita à Sé do Funchal.
12h - Pequeno passeio pela baixa do Funchal.


13h15 - Chegada ao Porto Santo.
13h45 - Cerimónia na Câmara Municipal do Porto Santo com assinatura do Livro de Honra.
14h15 - Visita ao Campo de Golfe, onde vai decorrer o almoço.

Actualização em 01-08-2009:

Rei de Espanha espera voltar à Madeira:

O Rei de Espanha, Juan Carlo, gostou tanto da visita oficial de três dias que fez à Região Autónoma da Madeira que, ainda antes de partir, mostrou o desejo de regressar.

'Há muitos anos que queria vir à Madeira', confessou o monarca espanhol, à saída de um almoço na ilha de Porto Santo, acrescentando que quer regressar. 'Gostei muito e espero voltar', afirmou, sublinhando que 'a amizade tão grande que há entre Portugal e Espanha'.img_detalhe_noticia_pt_1

Do lado português, o Presidente da República, Cavaco Silva, que foi um dos anfitriões dos monarcas espanhóis, qualificou a visita como 'histórica' e 'mais um sinal da grande estima e carinho que Suas Majestades têm por Portugal e pelos portugueses'.

Os Reis de Espanha despediram-se este sábado do arquipélago da Madeira, com uma passagem de poucas horas por Porto Santo.

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Chegada do Presidente da República e dos Reis de Espanha à Região Autónoma da Madeira:

 

Reis de Espanha visitaram na Madeira a Igreja da Senhora do Monte e o Cabo Girão

Visita termina com elogios de Juan Carlos ao arquipélago da Madeira

Deslocação a Porto Santo concluiu visita dos Reis de Espanha à Madeira:

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